Portuguese Special Operations Forces

Real Thaw 2017 – Operações Especiais do Exército Português

O exercício Real Thaw 2017 (RT17), que se realizou de 05 a 17 de março, é um exercício da Força Aérea Portuguesa (FAP), planeado e conduzido sob a égide do Comando Aéreo. Tem como principal objetivo avaliar e certificar a capacidade operacional da Força Aérea, proporcionando treino conjunto nacional e multinacional. São também objetivos deste exercício preparar os militares para missões internacionais em cenários operacionais e proporcionar interoperabilidade entre as Forças Nacionais assim como entre países e os seus meios. Desta forma, o RT17 desenrolou-se tendo como base o treino, a qualificação e o aprontamento das unidades aéreas, e respetivas tripulações, de forma a dotar as mesmas com as valências necessárias à realização de operações aéreas.
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Durante o RT17 foram executadas vários tipos de missões (Defesa do espaço aéreo, Proteção a helicópteros e viaturas terrestres de transporte em missão humanitária, Apoio aéreo próximo a forças terrestres, Ataque convencional com armamento guiado e de alta precisão a alvos fixos e móveis, Operações Especiais, etc.).
A edição deste ano envolveu, além da Força Aérea, da Marinha e do Exército de Portugal, a participação de forças militares da Bélgica, da Dinamarca, dos Estados Unidos da América, de Espanha, de França, da Holanda e ainda de meios aéreos da NATO.

A nossa revista teve a oportunidade de seguir algumas destas operações, das quais hoje aqui destacamos as que se realizaram na Beira Alta, tendo como base o aérodromo de Seia. Observámos o planeamento e realização de uma séria de Operações Especiais onde estiveram envolvidos a Task Unit (TU) Alpha 2 do Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) do Exército Português, apoiados pela Esquadra 552 “ZANGÕES” e  os seus helicóptero ALOUETTE III (AL3). O apoio aéreo próximo (Close Air Support – CAS) foi obtido com a inclusão de equipas TACP (Tactical Air Control Party) da Força Aérea Portuguesa no controle de aeronaves P3C CUP+ Orion e F16 AM Portuguesas, e F18 Espanholas.

A Força de Operações Especiais esteve presente com a TU Alpha2 reforçada com uma equipa de Snipers. No local, com prontidão total, onde o Notice to Nove (NTM) era de 20 minutos, em algumas missões que foram sendo injectadas no exercício o planeamento teve que ser feito de uma maneira muito célere, tal como é característico em forças desta capacidade, e por vezes alguns pormenores revistos já em deslocamento. Foram executadas missões diurnas, assim como nocturnas. De noite foi dado um especial ênfase ao elemento surpresa usando os meios de visão nocturna e algumas técnicas especiais de combate corpo a corpo para eliminação de sentinelas. Durante o dia, usando os meios aéreos à disposição foram realizadas missões de Convoy Escort e Vehicle Interdiction. Também foram executadas missões Direct Action onde se usaram tanto os AL3 como viaturas descaracterizadas para inserção da Força.

Os exercícios entre FAP e o CTOE são frequentes,  no entanto, este Exercício permitiu a interação de mais meios aéreos Portugueses assim como os de congéneres estrangeiras, o que traz sempre uma mais valia para os presentes. Em breve publicaremos um artigo mais extenso onde abordaremos mais aspectos deste Exercício e da nossa Força de Operações Especiais.

JTAC (Joint Terminal Attack Controller). TACP (Tactical Air Control Party)

Tactical Air Control Party da Força Aérea Portuguesa

Também conhecidos em Português como Destacamento de Controlo Aéreo Tático ou até mesmo por Controladores Aéreos Avançados, TACP (Tactical Air Control Party) é a sua designação oficial. Esta unidade da Força Aérea Portuguesa foi implementada em Portugal em 1996 (comemorou em 2016 os seus 20 anos de existência) e poderá ser descrita como um conjunto de pequenas equipas (na sua versão base atual com 2 militares, podendo no entanto variar em tamanho, dependendo da unidade terrestre que apoiam ou da missão para que são requisitados) que providenciam a desconflitualização de espaço aéreo em áreas de operação remotas, com o objetivo de guiar aeronaves de combate contra alvos planeados e/ou ameaças em franca proximidade das forças amigas.
Estas equipas desenvolvem as suas ações à volta do militar com a qualificação de JTAC (Joint Terminal Attack Controller). Este militar executa o guiamento de aeronaves de combate de asa fixa ou rotativa, a partir de uma posição avançada no terreno, em franca proximidade com forças inimigas, integrando o armamento aéreo com o fogo e movimento das unidades terrestres, sendo estas ações aéreas designadas como Apoio Aéreo Próximo (CAS – Close Air Support). Esta designação de JTAC, anteriormente era mais conhecida como FAC (Forward Air Controller), no entanto em algumas Forças Armadas ainda é esta a sua designação oficial. Em Portugal, uma equipa TACP de 2 elementos é constituída por um JTAC e por um Operador de Sistemas, podendo ser sempre reforçada por um Air Liaison Officer (ALO), Oficial de ligação à força apoiada.
TACP já esteve nos seguintes Teatros de Operação:
1. Bósnia e Herzegovina em 1996 e 1997 (SFOR);
2. Kosovo de 1999 a 2002 (KFOR);
3. Afeganistão de 2005 a 2008 e em 2010 (ISAF – QRF)
4. Mali de 2014 até 2018 (EUTM).

5. Republica Centro Africana, missão MINUSCA,  desde Janeiro  2017 e com uma duração prevista de 2 anos.

Numa recente missão (Operation BATATERE), o TACP da Força Aérea Portuguesa incorporou a Task Force Bambari (TFB) na República Centro Africana, onde no apoio à companhia de Comandos, tiveram um papel preponderante na captura e eliminação de grupos armados que ameaçavam a paz local. O TACP Português guiou helicópteros armados Mi35 e Mi17 contra esconderijos desses grupos. Estas ações mereceram uma carta de elogio por parte do Comandante Militar da Operação MINUSCA:

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Os nossos leitores poderão também ver mais algumas fotos do TACP no exercício Real Thaw, que se realizou no início do passado ano de 2016: REAL THAW 2016

Portuguese Mechanized Brigade Leopard 2A6 Tank

6ª Jornadas de trabalho entre Exército Português e Espanhol

A Brigada Mecanizada (BrigMec) Portuguesa acolheu, no passado dia 23 de Novembro de 2016, a 6ª Jornada de Trabalho entre os Comandantes do Exército Português e do Exército Espanhol. Estas contaram com a presença de S. Ex.ª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte e de S.Exª o Jefe de Estado Mayor del Ejército de Tierra (JEMET), General de Exército D. Jaime Dominguez Buj.

O Quartel General (QG) da BrigMec planeou, organizou, coordenou, apoiou e conduziu, as atividades inseridas nestas jornadas, no Campo Militar de Santa Margarida, entendida como sinal do reconhecimento do trabalho que os militares e civis vêm desenvolvendo, em prol da relevância operacional da BrigMec.

Como principais eventos tivemos oportunidade de observar as Honras Militares regulamentares, prestadas a S. Ex.ª o General JEMET, à chegada à Pista de Aviação do Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), o Briefing dos dois Exércitos, a assinatura do Livro de Honra da BrigMec, por S. Ex.ª o GEN JEMET, a Cerimónia de Condecoração com a Medalha Grã-Cruz de Mérito Militar a S. Ex.ª o GEN JEMET, seguida de uma foto de grupo defronte do monumento evocativo da BrigMec e do CMSM.

Da parte da tarde S. Ex.ª o GEN JEMET teve a oportunidade de assistir a um exercício tático com fogos reais, na Carreira de Tiro A7 (D. PEDRO), conduzido pelo AgrMec/EU LRR 2-2016/BrigMec e que integrou meios da Brigada Mecanizada e da Brigada de Intervenção. Para finalizar, S. Ex.ª o GEN JEMET visitou uma Exposição Estática de VBR PANDUR II 8×8, na Pista de Aviação do CMSM.

DVD (distinguished visitors day) do QR16, estiveram envolvidos cerca de 750 militares, 4 helicópteros e mais de 120 viaturas de vários tipos.

Do Kosovo até à Bosnia com: 2º Batalhão Paraquedistas, Exercício Quick Response 16

20 anos após a primeira missão dos Paraquedistas Portugueses na Bósnia e Herzegovina (BiH), estes voltaram a ter uma operação de destaque neste País. Estamos a falar do Exercício Quick Response 2016 (QR16) que a European Union Force (EUFOR) realizou nos passados meses de Setembro e Outubro. Um exercício como este, para além de testar a capacidade do KFOR TACTICAL RESERVE MANOUVER BATTALION (KTM), sob Comando Português do 2º Batalhão de Paraquedistas, se projectar para a BIH, vem também validar todas as forças da EUFOR destacadas para proteger esta região.

O KTM, tal como o nome indica, é uma força de reserva da NATO/KFOR, no entanto a sua área de intervenção não se limita ao KOSOVO. O KTM faz parte de um conjunto de forças que estão de reserva para a EUFOR mobilizar em caso de necessidade de intervenção na Bósnia e Herzegovina. Em caso de essa mobilização existir, as forças são obrigadas a fazer um extenso deslocamento pelas montanhas dos Balcãs, o que nunca havia sido testado antes. No QR16, pela primeira vez, a NATO fez um deslocamento desta envergadura na zona dos Balcãs. Foram cerca de 750Km, 67 viaturas e 214 militares, e foi uma operação extremamente bem sucedida.

O KTM está equipado com viaturas M11 Panhard, Pandur II 8×8 ICV (Infantry Carry Vehicle), BMP APC, HUMVEE, Toyota Land Cruiser, Mercedes G e várias viaturas tácticas logísticas. Possui assim uma alta capacidade de manobra e está preparada para executar um largo espectro de missões. A sua projeção iniciou-se na sua base em Camp Slim LinesPristina, Kosovo, a 28 de Setembro, atravessando a Albânia e o Montenegro, para já na BIH se instalar no comando da EUFOR, em Camp Butmir,  zona de Sarajevo. Foram deslocados o Estado-Maior do KTM, uma companhia de apoio de serviços (ACoy,Portuguesa) e duas companhias de manobra (BCoy e CCoy, constituídas por militares Portugueses e Húngaros respetivamente) . A projeção foi ainda apoiada pela Internacional Military Police (IMP) da KFOR.

O exercicio QR16 tinha como objectivo a projeção de todas as forças envolvidas, o KTM e forças do Reino Unido, Áustria, Turquia e Bósnia Herzegovina, para uma FOB (Forward Operational Base) na zona de Manjaca, em Banja Luka, e a partir daí executar um largo espectro de operações conjuntas. O 2ºBatalhão de Paraquedistas Português, devido à suas capacidades, assumiu as missões mais complexas, nomeadamente escoltas a comboios humanitários, reconhecimento especial, extração de não combatentes, defesa de pontos sensíveis, escolta e proteção pessoal a VIPs, entre outras.

O exercício terminou com um DVD (distinguished visitors day), a 5 de Outubro, num elaborado cenário que providenciou uma excelente demonstração da capacidade de interoperabilidade entre os diversos Países presentes. Na totalidade do QR16, estiveram envolvidos cerca de 750 militares, 4 helicópteros e mais de 120 viaturas de vários tipos. O Comandante da EUFOR, Major General Schrötter, frizou que “Large scale Brigade-Level exercises such as Exercise Quick Response 2016 prove decisively that EUFOR Forces along with our comrades from AF BiH and our Reserves are at all times ready and able to respond quickly and effectively to any potential threat to our Safe and Secure Environment.”

A missão do 2º Batalhão de Paraquedistas acaba amanhã, dia 26 de Outubro de 2016, dia que chegam a Portugal. A nossa revista queria agradecer a todos os militares envolvidos nesta missão no Kosovo, o seu apoio e camaradagem para com a nossa revista. É a eles que estas fotos são dedicadas.

Leopard 2A6 Espanhol, apoiado por um IFV Pizarro também Espanhol, dispara o seu canhão de 120mm

Exercício Orion 2016

O ORION 16 é o Exercício anual do Exército Português, desta feita, teve lugar de 17 de Junho a 02 de Julho de 2016 na área de treino militar TANCOS – SANTA MARGARIDA, culminando o ciclo anual de treino operacional dos Elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças Terrestres (ECOSF). Pretendendo assim evidenciar as Capacidades de Comando e Controlo, Empenhamento, Proteção da Força e Interoperabilidade, contribuindo em prospetiva para a natureza combinada (multinacional) e conjunta (envolvimento de diferentes ramos) das operações correntes e
futuras. Este Exercício, no âmbito de uma Operação de Resposta a Crises, teve por finalidade certificar o Comando e Estado-Maior da Brigada de Intervenção, que se encontra afiliada à Allied Rapid Reaction Corps, reforçando assim o contributo do Exército para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal.

Brigada de Infanteria Mecanizada “Extremadura” XI, de Espanha, e a Special Purpose Marine Air Ground Task Force – MAGTF, dos Estados Unidos da América, participaram no exercício, assim como a Cruz Vermelha e Força Aérea Portuguesa, contribuindo para o aperfeiçoamento da interoperabilidade, e desenvolvimento de sinergias, no âmbito da partilha do esforço de Defesa e Segurança das Organizações Internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia.

Destacam-se, os seguintes eventos na condução do Exercício:

  • Estiveram envolvidos cerca de 3038 militares (138 estrangeiros, de nacionalidade Espanhola e Norte Americana) e 300 viaturas ( das quais, viaturas Espanholas como os carros de combate Leopard 2E e as viaturas de combate de infantaria Pizarro)
  • Operações de Evacuação de Não Combatentes (NEO);
  • Operações de Estabilização;
  • Operações Aerotransportadas,  inseridas também no exercício European Air Transport Training 2016;
  • Joint Combined Arms Live Fire Exercise.

Do Soldado Português, e através da doutrina Comando-Missão,
obteve-se-se uma atitude mental pro-ativa, fazendo uso da iniciativa e
da surpresa, sustentada em vontade, determinação e resiliência para
vencer um ambiente operacional volátil, incerto, complexo, urbano e
ambíguo.

ORION 16Determination to succeed: Smarter, Better, Faster.

AIRMEDEVAC, Paratrooper, Portuguese 2nd Parachute Battalion, MNBG-E (Multinational Battle Group - East)

Paraquedistas Portugueses Exercício HOT DUST 161

No dia 13 de Julho, no teatro de operações do KOSOVO, o Batalhão da KTM (KFOR Tactical Reserve Manoeuvre Battalion) realizou, em Camp Slim Lines,o exercício multinacional Hot Dust 161 de modo a testar e treinar o plano KTM MASCAL (Mass Casualty).  Uma situação MASCAL pode ser definida como um incidente Médico onde existe um desfasamento excessivo entre a quantidade de vítimas e as capacidades médicas convencionais. Exige-se assim, uma abordagem médica extremamente organizada, onde o conceito de FPOS (First Person On Scene), CCP (Casualty Collection Point) e  triagem são essenciais.

Os principais objectivos do exercício foram:

  • Desenvolver as capacidades de interoperabilidade entre forças, através da integração de vários elementos da força multinacional, tanto no que toca a meios aéreos como terrestres;
  • Alcançar, por parte  dos militares e dos elementos de comando da KTM, capacidades de resposta coordenada  para uma situação de quebra de segurança e  emergência médica complexa;
  • Melhorar o processo de Comando e Controle durante uma situação MASCAL;
  • Conseguir, através de uma triagem adequada, transformar uma situação caótica numa situação de emergência organizado, onde é possível efectuar tratamentos médicos, e evacuação de vítimas prioritárias.

O exercício consistiu na simulação de uma explosão de um veículo no portão principal de Camp Slim Lines,  do qual resultaram 8 vítimas com diferentes graus de gravidade. Este exercício foi principalmente direcionado para as equipas Médicas Portuguesa e Húngara que constituem a KTM Role 1 (cuidados primários, tratamentos de emergência – inclusive reanimação e estabilização, e preparação para evacuação), bem como todos os socorristas de combate (Combat Life Saver – CLS) do 2º Batalhão de Paraquedistas. Participou também no exercício uma equipe AIRMEDEVAC (US Rotary Wing) do MNBG-E (Multinational Battle Group – East) que executou uma preciosa evacuação de dois pacientes em Prioridade 1, bem como  uma equipa médica Húngara sediada em Camp Novo Selo, que recebeu os pacientes helitransportados, simulando um Role 3 Hospital (neste nível de instalações já estariam disponíveis especialidades médicas e de enfermagem, que permitem hospitalizar os pacientes nas unidades de cuidados intensivos e recuperação, até serem transferidos para o role 4 ou voltar ao ativo).

O Hot Dust 161 permitiu a formação e padronização de procedimentos que devem ser empregues numa situação desta natureza. Os principais objectivos foram alcançados e conseguiu-se identificar pormenores que devem ser avaliados, e possivelmente  implementados, no plano KTM MASCAL. Exercícios como este são essenciais para manter a prontidão e proficiência dos militares e assim aumentar a flexibilidade operacional diante de situações que são sempre imprevisíveis.

Unidade de meios de desembarque dos Fuzileiros Portugueses

A Unidade de Meios de Desembarque (UMD) dos Fuzileiros Portugueses, é a força que
promove o aprontamento dos meios de desembarque que a Marinha Portuguesa dispõe para a integração no Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD). Compete-lhe também apoiar as actividades de instrução e de treino das Unidades de Fuzileiros (UF), assim como apoiar outras actividades no âmbito das missões da Marinha, quando superiormente determinado. A UMD tem à sua disposição o Grupo de Lanchas Anfíbias Logísticas (LARC – Lighter, Amphibious Resupply, Cargo), o Grupo de Lanchas de Desembarque (LD), e o Grupo de Botes.

Durante o ano que passou, a nossa revista esteve presente em alguns exercícios dos Fuzileiros Portugueses, estes culminaram num grande exercício Internacional, o SWORDFISH 16. Fomos captando algumas imagens da UMD em acção, e partilhamos-as aqui consigo, estas espelham bem o valor e capacidades únicas que esta unidade possuí.

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Brigada de Intervenção Exercício Dragão 16 CPX

Exercício Dragão 16 CPX, foi um exercício da Brigada de Intervenção (PandurMechBde) que decorreu no passado Mês de Abril com o objetivo de treinar a Brigada na condução de operações num ambiente operacional VUCAU (Volatile, Uncertain, Complex, Ambiguous and Urban) com vista à certificação do Comando e Estado-Maior no Exercício ORION 2016.

Neste CPX (Comand Post Exercise), o Comando da Brigada organizado por funções de combate, teve a possibilidade de treinar entre outros aspetos, os relacionados com os procedimentos inerentes ao Processo de Decisão Militar, Comando e Controlo de Operações Táticas, incluindo a projeção do Posto de Comando Tático, os fluxos de Informação assentes nos meios de C2 (Comando e Controlo), com a finalidade de articular todas valências de um Comando e Estado-maior de Brigada em Operações.

O exercício foi realizado na zona da Figueira da Foz, onde foi montado um dos maiores postos de Comando alguma vez montados em Portugal. Envolveu também células de resposta em Vendas Novas e Santa Margarida. Estiveram empenhados 233 militares, cerca de 50 viaturas, das quais 5 Pandur  CPV, versão de Posto de Comando. Participaram ainda 2 oficiais Augments do Exercito Espanhol.

FAC/JTAC da Força Aéra Portuguesa integra um assalto áreo da Força de Fuzileiros nº2 que é transportada por V22 dos US Marines

REAL THAW 2016

REAL THAW, exercício anual da Força Aérea Portuguesa, tem por finalidade avaliar e certificar a sua capacidade operacional, proporcionando treino, qualificação e aprontamento às várias unidades, perspetivando uma possível projecção de forças num Teatro de Operações.


O exercício está focado na integração e interoperabilidade das várias forças participantes, em particular na execução das seguintes missões: Ar-Ar (DCA, OCA-Sweep, OCA-Escort, HVAA-Protection, Slow Mover-Protection), Transporte Aéreo Tático (Airlift and Airdrops Escort, Support Special Operations Forces, NEO Ops), Táticas de Helicópteros (Air Assault (AA), Special Operations Aviation (SOA), Combat Service Support (CSS), Convoy/Helicopter Escorts, Combat Search and Rescue (CSAR), Personnel Recovery (PR), Medical Evacuation (MEDEVAC)) Missões de Apoio Aéreo Próximo (Close Air Suport (CAS), Joint Terminal Attack Controler (JTAC)).

Além de outros ramos das Forças Armadas Portuguesas, participaram também neste exercício a forças da Bélgica, Dinamarca, Holanda, Estados Unidos da América e Espanha, assim como alguns meios da NATO. Num total de 3500 Homens e 42 aeronaves.

2º Batalhão Paraquedistas – B&W Firepower

A História do 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista remonta a 1961, em Angola, com a criação do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas (BCP 21), que fazia então parte da Força Aérea Portuguesa. Por acções de contra-insurreição em Angola, entre 1961 e 1975, foi atribuída ao BCP 21 a Medalha de Ouro de Valor Militar. Faziam parte do BCP 21 os últimos militares portugueses a regressar a Portugal pouco antes da independência de Angola. Na actualidade denomina-se 2º Batalhão de Infantaria Pára-quedista (2ºBIPára) e está sediado na aérea militar de São Jacinto, sendo o seu lema: “Diversos céus e terras temos visto”.

Partilhamos com os nossos leitores algumas fotografias actuais do 2º Batalhão de Páraquedistas.