DSEI 19 – DEFENCE & SECURITY EQUIPMENT INTERNATIONAL

 

Esta reportagem contou com o Patrocínio de:

A DSEI – DEFENCE & SECURITY EQUIPMENT INTERNATIONAL, é um das maiores Exposições Internacionais de Defesa que se realiza na Europa. Ocorre bi-anualmente e é um evento mundial que conecta governos, forças armadas internacionais, líderes de opinião da indústria e a cadeia global de fornecedores e distribuídos de produtos de defesa e segurança, numa escala incomparável.

Com uma variedade de oportunidades valiosas para networking, uma plataforma para negócios, acesso a conteúdo relevante e demonstrações de equipamentos ao vivo, a comunidade de visitantes e expositores da DSEI pode compartilhar conhecimento, descobrir, inovar e experimentar os recursos mais recentes nos sectores aeroespacial, terrestre, naval, segurança e outros domínios. A ultima exposição realizou-se em Londres, contou com a participação de 50 Países, cerca de 1 700 Expositores, mais de 36 000 participantes, distribuídos por 44 Pavilhões e impressionantes palestras  apresentadas por mais de 300 especialistas de renome internacional.

A nível de expositores, participaram quase todos os gigantes da Defesa Mundial, com a exposição de fabricantes de armas ligeiras até às grandes viaturas militares. No que diz respeito a Portugal, estiveram presentes militares dos vários ramos das Forças Armadas com vista aos estudos correntes para aquisição de equipamentos aprovados pela presente lei de programação militar. Conseguimos assim observar em primeira mão alguns dos mais recentes equipamentos que poderão ser uma opção para os militares Portugueses.

Dentro do sector terrestre destacamos as armas ligeiras da FN HERSTAL, como a FN SCAR H PR e a SCAR SC, que poderão complementar a família de armas ligeiras já adquiridas pelo Exército. Podemos também observar algumas armas de apoio, como as MINIGUN 7,62x51mm da empresa PROFENSE, que é neste momento o fabricante mais promissor nesta área. Os sistemas RWS (Remote Weapons Station) da Kongsberg apresentaram-se a equipar as mais variadas plataformas, inclusive em Unmanned Ground Vehicle (UGV), em configurações que usam armas em 30x113mm, 40x53mm, .50Cal., 7,62x51mm e até 5,56x45mm, e com capacidades que vão desde Anti-Carro com ATGM (Anti Tank Guided Missile) até às funções Counter UAS (Unmanned Aerial System). Podemos também observar as várias versões das Caçadeiras Benelli que estão a concorrer ao concurso da NSPA (NATO Support and Procurement Agency) para equipar o Exército Português.

No que toca a viaturas damos especial relevância às muito badaladas Oshkosh JLTV (em exposição as versões Porta Morteiros e SHORAD – Short Range Air Defense). Estas estão a ser produzidos em massa para equipar vários Países da NATO (USA, Inglaterra, Lituânia, Monte-Negro, etc) e têm uma capacidade e protecção impressionante, assim como uma polivalência e capacidade de transportar poder de fogo muito considerável para qualquer campo de batalha. Também será de especial importância para a frota Portuguesa os mais recentes Upgrades da AM General ao Humvee/HMMWV  (com artilharia 105mm soft recoil, capacidade para transporte de nove militares, recondicionamento/refurbishment de viaturas antigas e inúmeras outras configurações já com provas dadas nas maiores batalhas deste século) uma vez que estes são uma plataforma muito mais leve do que as recentes vamtac, possuem uma mecânica super fiável e podem chegar a sítios onde estas não conseguirão, assim como têm uma capacidade Parachutável de C130 ou C390 onde as vamtac acopladas às paletes usadas para esse emprego , não cabem no avião.

A DSEI costuma ter uma exposição Naval considerável, e este edição não foi excepção. Desde grandes Navios até às pequenas lanchas semi-rígidas, poderia se encontrar todo o tipo de equipamentos. Algumas Fragatas Inglesas e Belga estiveram presentes onde podemos destacar os equipamentos de protecção de força contra ameaças assimétricas como metralhadoras multicanos GAU-19/B (produzidas pela General Dynamics) em .50Cal BMG, em versões usadas por um apontador ou numa RWS SEA PROTECTOR da Kongsberg. Também no mesmo sector a nova RWS da FN HERSTAL em .50Cal BMG, a DEFNDER estava em demonstração na Fragata Belga. No campo dos UAV embarcados, o Camcopter S-100 da Schiebel fez furor por todos os presentes. As suas capacidades são impressionantes ao ponto de várias Marinhas da NATO e Aliados já o terem adoptado (Estados Unidos, Itália, França, Suécia, Austrália, etc.).

No que toca aos equipamentos aéreos, damos destaque aos Helicópteros UH-60 Blackhawk armados, em que os Lança Rockets da Arnold Defense são equipamento standard. Estes existem em várias versões que equipam também Aviões (como os F16 e F18) e Helicópteros de Ataque (como o Apache e Cobra), assim como viaturas terrestres. Uma grande evolução no que toca a lança rockets é agora poderem disparar Rockets Guiados, como o APKWS da BAE Systems, que passa a ser um pequeno míssil guiado, com menores danos colaterais e menor custo de aquisição, mas com a mesma precisão.

Relativamente a sistemas anti-drone não cinéticos (que não usam qualquer tipo de projéctil), também podemos observar alguns produtos interessantes como o IXI Drone Killer, que é basicamente uma espingarda electrónica que os militares transportam consigo e que neutraliza qualquer drone que apareça na área. Como sistema mais complexo de defesa integrada estática ou móvel (em veículos) gostaríamos de salientar o AUDS, que já está em uso em vários teatros de operações. Este pode detectar drones até quase 4Km e depois empenhar-se com os mesmos electronicamente, e inclusive coordenar com uma RWS estática ou de uma viatura, para se empenhar com o disparo de granadas de 40x53mm (versão Air Burst) ou metralhadora Minigun de 7,62x51mm da PROFENSE.

Uma das grandes vantagens desta feira se realizar em Inglaterra é que tanto as empresas Norte Americanas, como Europeias e até de aliados no Médio Oriente, estão presentes, permitindo assim, a quem interessado, conhecer muitos dos equipamentos que vão desde as gamas mais altas, até versões mais económicas mas que satisfazem Países aliados. A próxima será já em 2021 e esperemos que seja ainda um maior sucesso.

Aprontamento 2º Batalhão Paraquedistas – Republica Centro Africana 2020

No presente Mês de Novembro de 2019, o 2ª Batalhão de Paraquedistas (2ºBIPara), sediado em São Jacinto – Aveiro, no Regimento de Infantaria nº10,  iniciou a integração do novo armamento ligeiro do Exército (pistola Glock 17, Espingarda de Assalto FN SCAR-L e metralhadora ligeira Minimi MK3 556) que irá ser empregue na sua próxima missão na Republica Centro Africana. Os Paraquedistas realizaram uma série de estágios de adaptação às novas armas e aproveitaram as recentes formações em TCCC (Tactical Combat Casualty Care) para integrarem o novo armamento nos seus treinos de Care Under Fire.

O 2º BIPara irá ser a componente Operacional da 7ª Força Nacional Destacada (FND) para a RCA. A 7ª FND é constituída por cerca de 180 militares, na sua maioria do 2º BIPara, mas incluí militares de outras unidades, como os militares que operam as Viaturas PANDUR II 8×8 da Brigada de Intervenção, e elementos do TACP (Tactical Air Contro Party) da Força Aérea Portuguesa que desempenharão a função de JTAC (Joint Terminal Attack Controller). A Força será empregue a partir de MArço 2020 como Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force – QRF) da MINUSCA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic). Esta força ficará aquartelada em Bangui, capital da Republica Centro Afriana (RCA), no aquartelamento Francês com o nome de M´Poko.

A integração no novo armamento decorreu de uma forma muito natural. Os Paraquedistas são a unidade do Exército que usa o calibre standard da NATO (5,56x45mm) há mais tempo, tendo assim uma experiência acomulada das suas grandes vantagens em combate. As FN SCAR facilitam ainda mais a vida aos nossos militares uma vez que são mais leves e mais ergonómicas que quaisquer outras armas em serviço em Portugal. A Minimi 5,56x45mm é a metralhadora ligeira (ML) mais difundida por todo o mundo, onde a versão MK3 que veio para Portugal é uma evolução natural devido ao feedback operacional do uso constante em teatros de operações. Os Portugueses embora já usem a HK Mg4 na RCA, notaram logo vantagem significativas na nova ML, mais leve, mais ergonomica ao utilizador (coronha telescopica, punho e rails no guarda mãos), com muito menos recuo ao disparar (quase identico ao de uma arma de assalto) e com a capacidade de usar os mesmos carregadores ou tambores da FN SCAR-L (20, 30, 40 ou 60 munições) caso as fitas acabem.

Os elementos do TACP (Tactical Air Control Party) da Força Aérea Portuguesa que irão integrar a missão na RCA também estiveram presentes neste treino. A capacidade de interoperabilidade de armamento entre estes elementos e o resto da Força passa agora a ser uma realidade com as novas armas. Os militares da FAP são empenhados ombro a ombro com a QRF e já por inumeras vezes tiveram de recorrer às suas armas individuais para se defenderem dos ataques dos grupos armados. A sua maior arma é o rádio para coordenar o apoio aéro, mas quando as coisas aquecem o seu unico meio de defesa são as suas espingardas de assalto e pistola que têm de estar prontas a reagir ao segundo. Estes militares aproveitaram para conhecer as novas armas do Exército com que também treinaram e ficaram até reticentes em ter de as devolver ao fim do dia tal foi a sua excelente performance durante todos os dias de Exercicio.

No final de umas horas de aperfeiçoamento no uso das novas armas a força passou a dedicar-se à intregação de tecnicas de Care Under Fire no treino de combate. Os procedimentos CUF são a primeira fase das três etapas do TCCC (Tactical Combat Casualty Care) – Care Under Fire – CUF , Tactical Field Care – TFC e Tactical Evacuation Care – TACEVAC. As capacidades de TCCC de um unidade têm-se mostrado cruciais em todos os conflitos da ultima década. Milhares de vidas têm sido salvas devido as capacidades acrescidas dos militares com este tipo de formação e que estão integrados nas unidades de combate. Estes militares não pretendem substituir Médicos e Enfermeiros, no entanto, não é possível ter este pessoal especializado em todas as situações de combate e assim evita-se empenhá-los na frente de batalha. Com a criação de Combat Life Savers, Ranger Medics, SF 18DPararescue, etc., as unidades operacionais conseguem ter, na linha da frente, pessoal com conhecimentos básicos de Medicina de Combate que permitem estabilizar certos ferimentos que colocariam em risco de vida um militar ferido.

No caso do CUF, estamos a falar da fase inicial, em que o militar ferido está exposto a fogo directo ou indirecto por parte do inimigo. O que torna qualquer procedimento complexo e extremamente perigoso. Os militares do 2ºBIPara têm como objectivo que todos os militares que integram a unidade de manobra sejam capazes de executar os procedimentos básicos desta fase, o que poderá salvar a vida de um militar ferido até conseguirem evacua-lo para junto de pessoal especializado.

Devido ao incremento nas capacidades de ameça dos grupos armados na RCA, as viaturas, embora blindadas, estão cada vez mais em risco. Durante o exercicio foram executados procedimentos de recuperação de feridos de dentro de viaturas assim como o seu embarque. Também a recuperação de feridos em áreas descobertas e coloca-los em zonas mais protegidas foi treinado. O 2º BIPara tem um Mindset muito aguçado para o Combate de alta intensidade e em todas as manobras impõe o seu poder de fogo de modo a obliterar qualquer inimigo que tenha a audácia de atravessar o seu caminho. Isto é absolutamente essencial quando temos feridos envolvidos na manobra, o 1º procedimento Médico é destruir o inimigo para que não exista a possibilidade de haver mais feridos ao socorrer os nossos camaradas. A melhor Medicina de Combate é poder de fogo, e as novas armas vieram dar isso mesmo. A conjugação da SCAR-L com a Minimi 5,56 veio aumentar em muito o poder de fogo do Exército Português, é agora possível bater o inimigo pelo fogo por muito mais tempo com um Hit Probability muito mais elevado e com interoperabilidade entre as próprias armas, numa cadeia logistica que pode usar um só calibre para os militares apeados e os mesmos carregadores entre todos.

Na parte teórica do treino de CUF, os procedimentos foram maioritariamente relacionados com o controle de hemorragias graves que poderão colocar em risco de vida um militar ferido. Em caso de certos ferimentos um ser humano pode perder sangue tão rapidamente que em cerca de 3 três minutos falece, portanto é preciso estar preparado para executar certos procedimentos debaixo de fogo de modo a controlar essas hemorragias.

Estes militares focaram-se no uso de Torniquetes (TQ) nos membros, com o uso de marcas aprovados pelo comité de TCCC, e na aplicação de  Gaze Hemostática, como o Celox Rapid, ou  aplicadores de pó hemostático, como o Celox-A, que conseguem controlar hemorragias em cerca de 60 segundos em zonas como a axila, pescoço ou virilha onde o TQ não pode ser usado. Também foi dado ênfase à prevenção de pneumotórax hipertensivo com a rápida aplicação de um Cheast Seal, como o Fox Seal da Celox, nas perfurações que existam no Tórax.

Foi mais uma vez com grande prazer que acompanhámos estes exercicios no ambito do aprontamento da 7ª FND para a missão na RCA. Vimos profissionais treinados para combate, com espírito de Fight que faz jubilar de orgulho qualquer Português que os veja em ação. Queremos deixar aqui o desejo uma missão cheia de sucesso e glória.

QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM. Até breve…

Portuguese Army FN SCAR

Novas Armas ligeiras do Exército Português

No passado dia 16 de Setembro de 2019, o Exército Português apresentou a sua nova familia de armas ligeiras. Estas arnas são fabricadas pelo gigante da defesa, a FN Herstal e o Exército passará a ter ao seu dispor a Espingarda de assalto FN SCAR L (5,56x45mm), o Lança Granadas FN40 (40x46mm), as metralhadoras ligeiras e media (5,56x45mm e 7,62x51mm respectivamente) e a espingarda de atirador especial SCAR-H (7,62x51mm).

Nas imagens de Video podémos presenciar uma demonstração efectuada por uma Task Unit da Força de Operacções Especiais do Exército Português onde fica evidente o aumento do poder de fogo das unidades de manobra do Exército em relação aos sistemas anteriormente usados.

Não só a nova arma vem dar mais capacidades ao Exército, mas ao ser complementada com uma metralhadora ligeira, no mesmo calibre e que inclusive poderá usar os mesmo carregadores, toda a capacidade das pequenas unidades é incrementada. Também o lança granadas de 40mm trará uma capacidade melhorada, uma vez que é muito leve e de facil utilização, pode ser usado acoplado à nova arma ou como arma autónoma.

O ministro da Defesa, referiu no seu discurso: “A substituição do armamento ligeiro do Exército representa o culminar de um processo longo, ha muito esperado, e é de toda a justiça que se sublinhe o compromisso inabalável que o Governo manteve com este projecto e o trabalho de todos envolvidos.” e também, ” Estamos, portanto, hoje a  assinalar um importante passo tanto no reequipamento, como na modernização do Exército – dois objectivos que considero de absoluto interesse nacional.”

O Exército passa agora a estar equipado pelo maior fabricante de armas ligeiras mundial, com uma das melhores, se não a melhor, espingarda de assalto da actulidade, e com um grupo de armas que complementam essa capacidade e que irão dar ao Exército um poder de fogo sem precedentes na sua História.

Comandos – Operação Wegnnyen Negoye (ou Operation Hammer) na Republica Centro Africana

Na sequência do massacre de 54 pessoas por parte do grupo armado intitulado 3R (Return, Reclamation and Rehabilitation) na região de BOCARANGA (Sector Oeste da Republica Centro Africana), a missão das Nações Unidas na RCA (MINUSCA) lançou a Operação Wegnnyen Negoye (ou Operação Hammer) para responder à crise desencadeada pelos ataques do grupo islâmico armado.

Bocaranga encontra-se a cerca de 580 de Bangui, e a 5ª Força Nacional Destacada (FND) – MINUSCA QRF, que possuí a Companhia de manobra composta maioritariamente por Comandos Portugueses, em 25 Maio 2019 recebeu a ordem de projectar-se para BOCARANGA por um período de 30 dias. Esta projecção tinha o intuito de garantir a protecção dos civis na área, evitar mais ataques, confrontos ou tentativas de retaliação e parar qualquer movimento dos grupos armados na área.

Um porta-voz da MINUSCA referiu: “The operation provides, among other things, the establishment of temporary operational bases in certain localities,…”.

“The mission also expects the 3R to commit to demobilize and disarm immediately,” referiu o mesmo porta-voz da MINUSCA.

Para os Comandos, a missão iria consistir em estabelecer uma TOB (temporary operational base) a fim de conduzir patrulhamentos ofensivos a fim de expulsar elementos do grupo armado 3R nas localidades de LETELE, BOUKAYA e BOHONG e restringir a liberdade de movimentos a KOUI conforme prescrito no acordo de KARTUN. Os Comandos deviam também preparar-se para efectuar operações ofensivas em LETELE, BOHONG, BOUKAYA  e KOUI a fim de destruir posições do 3R e efectuar patrulhas de presença.

A projeção teve a duração de 31 dias em que a 24 Junho 2019 a 5FND/MINUSCA iniciou o seu movimento de retracção para BANGUI, que foi concluído em 25 Junho 2019.
Participaram nesta operação 152 militares, com 45 viaturas, das tipologias Hmmwv, Pandur e Unimog.

1º Batalhão Paraquedistas – Aprontamento RCA – Care Under Fire

No inicio do presente Mês de Julho de 2019, o 1ª Batalhão de Paraquedistas (BIPara), sediado em Tomar, no Regimento de Infantaria nº15, realizou mais um Exercicio integrado na sua preparação para a missão da ONU na Republica Centro Africana (RCA). Este treino baseou-se nos conceitos de Care Under Fire – CUF. Os procedimentos CUF são a primeira fase das três etapas do Tactical Combat Casualty Care – TCCC:

  1. Care Under Fire – CUF
  2. Tactical Field Care – TFC
  3. Tactical Evacuation Care – TACEVAC

As capacidades de TCCC de um unidade têm-se mostrado cruciais em todos os conflitos da ultima década. Milhares de vidas têm sido salvas devido as capacidades acrescidas dos militares com este tipo de formação e que estão integrados nas unidades de combate. Estes militares não pretendem substituir Médicos e Enfermeiros, no entanto, não é possível ter este pessoal especializado em todas as situações de combate e assim evita-se empenhá-los na frente de batalha. Com a criação de Combat Life Savers, Ranger Medics, SF 18DPararescue, Socorristas, etc., as unidades operacionais conseguem ter, na linha da frente, pessoal com conhecimentos básicos de Medicina de Combate que permitem estabilizar certos ferimentos que colocariam em risco de vida um militar ferido.

No caso do CUF, estamos a falar da fase inicial, em que o militar ferido está exposto a fogo directo ou indirecto por parte do inimigo. O que torna qualquer procedimento complexo e extremamente perigoso. Os militares do 1ºBIPara têm como objectivo que todos os militares que integram a unidade de manobra sejam capazes de executar os procedimentos básicos desta fase, o que poderá salvar a vida de um militar ferido até conseguirem evacua-lo para junto de pessoal especializado.

Os militares do 1º BIPara treinaram procedimentos maioritariamente relacionados com o controle de hemorragias graves que poderão colocar em risco de vida um militar ferido. Em caso de certos ferimentos um ser humano pode perder sangue tão rapidamente que em cerca de 3 três minutos falece, portanto é preciso estar preparado para executar certos procedimentos debaixo de fogo de modo a controlar essas hemorragias. Estes militares focaram-se no uso de Torniquetes (TQ) nos membros, com o uso de Torniquetes aprovados pelo comité de TCCC, como é o caso do TMT (Tactical Mechanical Tourniquet), e na aplicação de  Gaze Hemostática, como o Celox Rapid, ou  aplicadores de pó hemostático, como o Celox-A, que conseguem controlar hemorragias em cerca de 60 segundos em zonas como a axila, pescoço ou virilha onde o TQ não pode ser usado. Também foi dado ênfase à prevenção de pneumotórax hipertensivo com a rápida aplicação de um Cheast Seal, como o Fox Seal da Celox, nas perfurações que existam no Tórax.

O 1º BIPara irá ser a componente Operacional da 6ª Força Nacional (FND) Destacada para a RCA. A 6ª FND é constituída por 180 militares, na sua maioria do 1º BIPara, mas incluí militares de outras unidades, como os militares que operam as Viaturas PANDUR II 8×8 da Brigada de Intervenção, e elementos do TACP (Tactical Air Contro Party) da Força Aérea Portuguesa que desempenharão a função de JTAC (Joint Terminal Attack Controller). A Força será empregue a partir de Setembro como Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force – QRF) da MINUSCA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic). Esta força ficará aquartelada em Bangui, capital da Republica Centro Afriana (RCA), no aquartelamento Francês com o nome de M´Poko.

No próximo dia 6 de Agosto de 2019, na cidade de Tomar, decorrerá a entrega do estandarte à 6ª FND RCA, símbolo da Pátria, que acompanhará os militares durante a sua missão naquele Teatro de Operações.

Queremos deixar aqui o desejo uma missão cheia de sucesso e glória. QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM. Até breve…

 

Sodarca and AM General Partnership

IDEX 2019 – International Defence Exhibition & Conference

A IDEX – International Defence Exhibition & Conference, é a maior Exposição Internacional de Defesa que se realiza no Médio Oriente e Norte da África. Ocorre bi-anualmente sob o patrocínio de Sua Alteza o Xeique Khalifa bin Zayed Al Nahyan, Presidente dos Emirados Árabes Unidos e Comandante Supremo das suas Forças Armadas, e é organizado pela IDEX LLC (uma empresa do Grupo de Empresas Nacionais de Abu Dhabi: ADNEC – Abu Dhabi National Exhibitions Company) em conjunto com o Quartel General das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos.

Este ano de 2019, a IDEX comemorou o seu jubileu de prata, com a maior edição desde o seu início, em 1993. Durou cinco dias, de 17 a 21 de Fevereiro, e foi um evento de muito prestigio para a os seus organizadores. Foram exibidas as mais recente linhas de produtos de defesa e soluções tecnológicas e foram assinadas várias parcerias estratégicas com empresas regionais e internacionais durante o evento de modo a melhorar os eventos futuros.

Alguns dos principais destaques foram dados às empresas locais, a Emirates Defense Industries Company (EDIC), onde incluíram o lançamento do Veículo Blindado Multi-Role Armoured Vehicle AJBAN 447A da NIMR. Outros lançamentos importantes incluíram um sistema de orientação de alta precisão para as bombas MK84, o Sejeel da Barij Dynamics e uma munição de 40 mm de alta velocidade da Barij Munitions.

A nível Internacional, participaram quase todos os gigantes da Defesa Mundial, com a exposição de fabricantes de armas ligeiras até às grandes viaturas militares. No que diz respeito a Portugal, estava presente toda a linha de armas ligeiras da FN Herstal assim como os Blindados ligeiros de rodas URO Vamtac do fabricante Urovesa. Podémos assim observar em primeira mão alguns dos mais recentes equipamentos que o Exército Português adquiriu recententemente através de concursos na NSPA (NATO Support and Procurement Agency).

Uma das grandes vantagens desta feira se realizar no Médio Oriente é que tanto as empresas do bloco Ocidental, como do bloco Oriental estão presentes, permitindo assim, a quem interessado, conhecer muitos dos equipamentos Russos e Chineses que equipam forças armadas ou grupos armados que estão neste momento em conflito com as nossas Forças armados ou os nossos aliados.

O centro de exposições contou com 1100 expositores, o que incluíu fabricantes locais e internacionais da industria da defesa e segurança, que ocuparam mais de 35.000 m² de espaço nas 12 salas de exposição da IDEX e no átrio exterior. Diariamente, a feira foi complementada com exibições ao vivo de equipamentos e das suas capacidades por parte de algumas marcas, assim como, de Forças Militares estacionadas na região.

Ao fim de 5 dias, compareceram mais de 124 370 visitantes, 1.213 representantes da comunicação social de 42 Países, e foram assinados, só na IDEX 2019, contratos de mais de 4 Biliões de Euro. Em que cerca de 65% dos negócios foram concedidos a empresas internacionais e 35% dos negócios concedidos a empresas dos Emirados Árabes Unidos.

Substituição da G3 - Rangers Special Forces FN SCAR-L ou FN SCAR MK16 New assault rifle for the Portuguese Army

Substituição da G3 – Exército Português escolhe nova Espingarda de Assalto – FN SCAR-L em 5,56x45mm

O Exército Português, os seus grupos de trabalho para a aquisição de armamento ligeiro e, as Forças Armadas em geral, estão hoje de Parabéns. Após décadas de atraso a usar uma espingarda automática inadecuada para a função de arma de assalto, Portugal finalizou o processo de aquisição da sua nova Espingarda de Assalto e em breve começará a ser re-equipado. Finalmente a G3 vai ser substituída.

A nossa revista teve acesso a algumas fotografias exclusivas da FN SCAR-L e FN SCAR-H que compartilhamos aqui em primeira mão com os nossos leitores.

A arma escolhido, fabricada pelo gigante da defesa FN Herstal, é a SCAR L em calibre 5,56x45mm. Esta é uma das melhores espingardas de assalto da actualidade, se não mesmo a melhor. Com uso extenso pelo Exército Belga, Norte Americano, Francês, Esloveno e Lituano, assim como inúmeras Forças Especiais Políciais de outras nações, esta é uma arma extremamente moderna, com tudo o que é requerido de uma arma para umas Forças Armadas bem equipadas e preparadas para combate de alta intensidade, e que apresenta uma fiabilidade e ergonomia adequada aos rigores do campo de batalha.

A escolha da nova espingarda de assalto vai influenciar muito positivamente a performance do Exército Português em combate. Isto porque não só estamos a re-equipar com um novo calibre (5,56x45mm) que permite aumentar em muito a probabilidade de impactos no inimigo (aquilo que no estrangeiro se chama de Hit Probability) em relação ao antigo calibre (7,62x51mm) que não consente grandes cadências e demora demasiado tempo a re-enquadrar a arma no alvo, como porque esta arma em especifico tem um sistema de amortecimento de recuo que permite ao militar não perder o alvo do seu enquadramento, mesmo em rajadas de fogo automático.

A substituição da Espingarda Automática G3 deverá começar já este ano de 2019, sendo que a Brigada de Reação Rápida terá a prioridade. Força de Operações Especiais, Comandos e Paraquedistas serão das primeiras unidades a receber a SCAR de modo a poder emprega-la nos teatros de operações onde estão empenhados.

Em complemento às espingardas de assalto, o Exército Português irá receber também algumas armas para atirador especial, que em em Inglês são conhecidas como Designated MArksman Rifle – DMR. A arma escolhida também é da FN Herstal, é a SCAR H em calibre 7,62x51mm. Esta é sem duvida, até ao momento, a melhor arma nesta categoria, deixando os rivais a anos de luz em fiabilidade, controlabilidade e peso.

Se quiser saber mais informação sobre a substituição da G3, e sobre o novo armamento ligeiro do Exército Português, faça o Download GRÁTIS da edição nº27 da nossa revista:

Revista Warrior(s) nº27 – FN Herstal no Exército

Commando Comando Kommando

Comandos – Aprontamento da 5ª FND Republica Centro Africana

Decorrente dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, o Exército aprontou a 5ª Força Nacional Destacada (FND) para ser empregue na República Centro Africana (RCA). Hoje, dia 8 de Fevereiro de 2019, no Regimento de Comandos, na Serra da Carregueira, decorreu a entrega do estandarte à 5ª Força Nacionao Destacada para a RCA, símbolo da Pátria, que acompanhará os militares durante a sua missão naquele Teatro de Operações.

A 5ª FND é constituída por 180 militares, na sua maioria do Regimento de Comandos, mas incluí militares de outras unidades, como os militares que operam as Viaturas PANDUR II 8×8 da Brigada de Intervenção, e elementos do TACP (Tactical Air Contro Party) da Força Aérea Portuguesa que desempenharão a função de JTAC (Joint Terminal Attack Controller). A Força será empregue a partir de Março como Força de Reação Rápida (Quick Reaction Force – QRF) da MINUSCA (United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic). Esta força ficará aquartelada em Bangui, capital da Republica Centro Afriana (RCA), no aquartelamento Francês com o nome de M´Poko.

Tivemos o enorme prazer de acompanhar mais um aprontamento de uma Força Militar Portuguesa que irá cumprir uma missão no Estrangeiro. É com muito orgulho que acompanhamos e presenciamos o treino destes deste militares, tão importante importante para a missão que irão cumprir. Podemos constatar grande camaradagem, um grande ambiente de entreajuda e troca de conhecimentos, treino rigoroso e dirigido para o género de ameaças que poderão aparecer, e claro, a disciplina exigida a uma força militar que vai representar Portugal numa missão muito importante para as Nações Unidas.

Durante o aprontamento a Força preparou-se ao nível técnico, físico e psicologico, dotando os militares com as competências técnico profissionais necessárias ao cabal desempenho das suas tarefas. Pretendeu-se que a força fosse dotada com os recursos humanos e materiais necessários à sua organização de acordo com as Estruturas Orgânicas de Pessoal e Material Aprovadas, executando o aprontamento administrativo-logístico de forma célere e eficiente de forma a permitir, com os equipamentos adequados à missão, a realização completa do programa de formação e treino das tarefas a realizar no teatro de operações, acautelando a segurança e proteção da força, bem como as relacionadas com a sua sustentação.

Queremos deixar aqui o desejo uma missão cheia de sucesso e glória. A sorte protege os audazes. Até breve…

 

Fuzileiros Portugueses no Real Thaw 18

O exercício REAL THAW 2018 (RT18), que se realizou nos passados meses de Janeiro e Fevereiro, foi um exercício da Força Aérea, planeado e conduzido sob a égide do Comando Aéreo. O RT18 foi coordenado a partir da Base Aérea Nº5 (BA5), em Monte Real, onde se encontravam estacionados a maioria dos meios aéreos participantes. A edição deste ano envolveu, além da Força Aérea, da Marinha e do Exército Português, a participação de forças militares da Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Estados Unidos da América e ainda meios aéreos da NATO. Num total, participaram no exercício cerca de 1500 militares e 35 aeronaves.
Vem sendo usual, a integração de várias unidades navais da Marinha Portuguesa, quer de forma isolada quer integradas em força naval que permite exercitar, entre outras disciplinas tradicionais da guerra naval, a condução de operações anfíbias com o apoio e/ou simulação de ameaça aérea. Os Fuzileiros Portugueses, participaram neste Exercício com elementos do Batalhão Fuzileiros nº2, mais especificamente um Pelotão Anti-Carro e um Pelotão de Reconhecimento da Força de Fuzileiros nº1 (FFZ1) que se encontra pronta para emprego em todo o espetro de conflito e que em breve será enviada para Litunia enquadrada na missão de Assurance Measures da NATO.

O Corpo de Fuzileiros delineou como principal objectivo o treino em cenários de grande intensidade e complexidade, de modo a melhorar o conhecimento e experiência do emprego dos seus militares em situações operacionais exigentes. Este exercício foi de particular importância pois constitui-se como uma excelente oportunidade de interacção com meios de outros Ramos das Forças Armadas, assim como com meios de Países Aliados que estarão presentes no flanco leste da Aliança Atlântica. A possibilidade de uma missão na Republica Centro Africana também foi tida em conta. Embora ainda não exista nada definido, a existir uma 5ª FND (Força Nacional Destacada), a rotação de forças teria como lógica a presença dos Fuzileiros em África e este tipo de exercício é essencial para entrosar a força com o TACP (Tactical Air Control Party) e respectivos meios aéreos.

A Força de Fuzileiros conduziu as suas operações a partir do campo militar de Santa Margarida. O treino executado abrangeu diversas áreas, no entanto podemos destacar a condução de Raids nocturnos contra forças inimigas, operações de QRF (Quick Reaction Force) em apoio a elementos de Forças de Operações Especiais, a proteção a colunas motorizadas (Convoy Escorts) com apoio aéreo próximo. Esta força integrou na sua estrutura elementos JTAC/FAC (Joint Terminal Attack Controller/Forward Air Control) dos US Marines para coordenação das operações conjuntas com meios aéreos.
A nossa revista teve a oportunidade de acompanhar algumas das séries executadas . É sempre com enorme prazer que somos inseridos nas operações das Forças de Fuzileiros. Para além da simpatia e camaradagem que é singular na nossa Marinha, esta unidade de Elite das Forças Armadas Portuguesas proporciona-nos sempre óptimos momentos de foto-jornalismo devido à proficiência com que executa as manobras militares onde estamos presentes. Tal como se pode ver nas fotos que partilhamos, os Fuzileiros preparam-se intensamente para qualquer conflito militar que possa surgir no Horizonte, a Guerra não é vista de animo leve, e a qualquer momento poderão ser projectados para um teatro de operações, seja ele qual for.

A participação anual dos Fuzileiros no exercício RT18 constitui uma excelente oportunidade para manter alguns padrões de prontidão que exigem o emprego ou o apoio de meios aéreos nas operações que conduzem, ainda mais valorizado pelo intercâmbio com forças internacionais que também participam neste treino.

Durante o RT18 a Força Aérea executou, entre outras, missões de: Defesa do espaço aéreo; Apoio aéreo próximo a forças terrestres; Extração de elementos militares ou civis, com e sem ameaça aérea; Lançamento de carga por Pára-quedas.