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Portugal nas NATO Assurance Measures 2017

A situação de crise na Ucrânia, com o consequente e previsível impacto na segurança da Aliança e na estabilidade regional, concorreu para que o North Atlantic Council (NAC) atribuísse às NATO Military Authorities (NMA) a tarefa de desenvolver um programa coerente, sustentável e visível, de medidas imediatas de afirmação (assurance), ou reafirmação (reassurance), por forma a demonstrar a coesão e esforço de defesa coletiva da NATO bem como a sua capacidade de dissuasão, contra qualquer ameaça de agressão. A 16 de Abril de 2014, o NAC aprovou a implementação de um conjunto de medidas imediatas, de caráter defensivo, no âmbito da garantia de defesa coletiva. Desde essa data que as Assurance Measures constituem-se como a componente que providencia o indispensável sustentáculo para uma assertiva e credível dissuasão.

No ano de 2015, o Exército Português contribuiu com uma FND composta por um Esquadrão de Reconhecimento (ERec), de efetivo 140 militares, nas Assurance Measures (AM) por um período até 4 meses, entre abril e julho de 2015. No ano de 2016, contribuiu com uma FND composta por uma Bateria de Bocas de Fogo (BBF), de efetivo 120 militares, pelo mesmo período de 4 meses, entre julho e outubro de 2016.

Já no presente ano, Portugal contribui para as Assurance Measures – Lituânia 2017 com um Contingente Nacional constituído por um Oficial de Ligação e Coordenação, uma Companhia de Atiradores Mecanizada de Rodas (CAtMec(R)), aprontada pelo Regimento de Infantaria N.º 14 (RI14), e por uma Special Operations Land Task Unit (SOLTU), aprontada pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE).

A nossa revista teve o privilégio de poder acompanhar, em alguns exercícios, a Companhia de Atiradores (CAtMec(R)/AM). Esta é constituída por nove Oficiais, 23 Sargentos e 86 Praças, num total de 118 militares provenientes de diversas unidades que contribuíram para a constituição do Batalhão NRF2016 ao longo dos últimos dois anos e meio.

A Força Nacional Destacada (FND) projetada para o Teatro de Operações da Lituânia foi constituída no início do mês de abril, realizou treino operacional com vista a tipologia de missões a realizar durante o período de projeção no território da Lituânia. Entre estas missões destacam-se o aumento da interoperabilidade, o treino com forças congéneres de outros países da NATO, como o Grand Duke Kestutis Mechanized Infantry Battalion Lituano, e a participação no Exercício IRON WOLF 2017.

A FND/Assurance Measures/Lituânia 2017 conduz ações de treino e participa em Exercícios combinados, no território da Lituânia, com as Forças Armadas da Lituânia e outros países aliados, no período de 29 de maio a 29 de setembro de 2017, a fim de reforçar o efetivo de Forças Terrestres da NATO presentes na Lituânia, no quadro das Assurance Measures.

A Companhia de Atiradores (CAtMec(R)/AM) está equipada com as viaturas ICV (Infantry Carrier Vehicle) e IFV (Infantry Fighting Vehicle), ambas Pandur II 8×8. As grandes planícies arborizadas ou os densos bosques Lituanos não têm conseguido apresentar grandes obstáculos às viaturas Portuguesas. Estas têm cada vez mais reforçado a ideia que a sua grande mobilidade as torna uma arma muito temida. Num cenário como este a capacidade de rapidamente se deslocarem para outros pontos da região Báltica, de modo a se juntarem a outras forças da NATO e assim poderem coordenar operações militares conjuntas é de vital importância.

Desejamos um bom resto de missão aos militares Portugueses e o nosso obrigado por toda a colaboração.

Orion 2017 BRIPAC

Orion 17 – Mass Drop Operation

Portugal, uma vez mais demonstrou com uma série de eventos militares, de grande envergadura, planeados e executados em solo nacional – TRIDENT JUNCTURE 15, ORÍON 15, 16 e 17 – que reúne condições ímpares para potenciar plataformas de treino operacional para forças da Tratado Atlântico Norte (NATO) e ou, da UNIÃO EUROPEIA, no âmbito dos assuntos de Defesa e Segurança. De acordo com o número total de participantes, cerca de 2000 militares, onde se integraram cerca de 350 militares estrangeiros; 2 observadores do Brasil, com a utilização de 5 aeronaves – quatro C-130 e um MV-22 -, os exercícios da série Oríon, têm posicionado Portugal como um HUB da NATO e, da UNIÃO EUROPEIA, para a execução de treino operacional. A abrangência deste posicionamento pode envolver forças estacionadas no Sul da Europa, ou forças em projeção ou retração da NATO, com a finalidade de alavancar e aperfeiçoar o desenvolvimento da interoperabilidade entre países da NATO e UNIÃO EUROPEIA.

Com a presença de Norte Americanos destacados em Itália (173rd Airborne Brigade) e Espanha (Marine Air to Ground Task Force – MAGTF), a Brigada Paraquedista Espanhola (Brigada “Almogávares” VI de Paracaidistas – BRIPAC) e as próprias forças do Exército Português – envolvendo forças da Brigada de Intervenção, Brigada Mecanizada, a Brigada de Reação Rápida (BRR) Portuguesa, com vista à sua certificação, integrou e comandou as operações num ambiente operacional incerto, volátil e complexo, onde o clima se revelou muito quente, com temperaturas superiores a 40º C, e um terreno deveras exigente para a execução de operações, com campos de tiro extensos, e com arborização escassa.

O Oríon 17, utilizou em temos militares um cenário da NATO, especificamente desenvolvido para uma operação militar de natureza conjunta e combinada (vários ramos e países, respetivamente), onde se concretiza a invasão de um estado-membro da NATO por um País não NATO; perante esta situação, o artigo 5º da NATO é invocado, ao que a Organização das Nações Unidas se associa emitindo uma resolução em que autoriza o emprego de meios militares, corroborando a intervenção militar da NATO.

A operação PARDIGM SHIFT, iniciou-se com inserções táticas aéreas de Forças de Operações Especiais Portuguesas e Norte Americanas, apoiadas em aeronaves MV-22 Osprey, viabilizando a execução de missões táticas de reconhecimento de longo raio de ação (Long-range Reconnaissance Patrol – LRRP), e de ação direta para eliminação de ameaças antiaéreas que poderiam comprometer a continuidade das operações Aerotransportadas.

Numa Operação clássica de emprego de Tropas Aerotransportadas para conquista de uma cabeça de ponte, essencial às operações que se seguiriam, o High Visibility Event (HVE) do Oríon 17 destacou uma prévia inserção de elementos da Companhia de Precursores Aeroterrestres Portugueses que marcaram as zonas de largada (Drop Zone); uma ação direta de Forças de Operações Especiais, e a execução de um lançamento de 400 paraquedistas nos céus de Beja, em sucessivas vagas, utilizando para o efeito, 4 aeronaves C130 de nacionalidade Portuguesa, Norte-Americana e Espanhola.

As operações seguiram de acordo com o planeado. Foi possível constatar o ímpeto da manobra, considerando como observação chave, o rápido e ágil reagrupar de forças de modo a seguir até aos seus objetivos, após ações de “combate” simuladas com forças opositoras colocadas no terreno. Após a materialização da conquista da cabeça de ponte aérea, continuaram outras operações de elevada intensidade, em ambiente não permissivo, com a finalidade de assegurar a manutenção da cabeça de ponte, e em simultâneo, de garantir condições para que se executassem ações de ajuda humanitária.

A interoperabilidade entre as três nacionalidades foi notável. Enfatiza-se o período prévio de treino cruzado ocorrido nas áreas de São Jacinto, Mafra e Tancos/Santa Margarida, que sustentou e desenvolveu o emprego tático multinacional das forças na execução de inúmeras operações em Beja. O Oríon 17, evidencia o empenhamento do Exército no esforço subsidiário dos assuntos de Defesa e Segurança de Portugal e dos Portugueses, no seio das Organizações Internacionais, de que fazemos parte. Portugal, e o Exército em particular, em sinergia com a Força Aérea e Marinha, como membro da NATO, evidenciou um produto operacional Coerente e Credível. No âmbito dos assuntos de Defesa e Segurança, reitera-se a ideia, com um natural sentido pedagógico, que a multinacionalidade e a interoperabilidade para a NATO, e UNIÃO EUROPEIA, são pilares estruturantes para continuar a afirmar que o todo é superior à soma das partes: Juntos somos, muito, mais fortes.

1º BIPARa and 173rd Airborne Brigade Orion 17

1º BIPara e US 173rd Airborne Brigade em Cross Training – ORION 17

orion17_banner_05O Exercício Orion 17 foi o maior Exercício Militar da Península Ibérica em 2017, cabendo a sua organização ao Exército Português.

Na 1ª fase do Exercício as Forças de Portugal, Estados Unidos da América e Espanha executaram treinos conjuntos (Cross Training) com via à preparação das Operações que se iriam seguir.

O 1º Batalhão de Infantaria Para-Quedista (BIPara) do Exército Português recebeu sob o seu comando elementos do U.S. Army’s 1st Battalion, 503rd Infantry Regiment, 173rd Airborne Brigade. Estes encontram-se destacados em Vicenza, Itália e fazem parte do US European Command, sendo parte integrante da força de resposta estratégica Aerotransportada para cenários na Europa.

Durante a fase de cross training tiveram a oportunidade de usar as áreas edificadas (MOUT-Military Operations in Urban Terrain) da Escola das Armas em Mafra. Este treino incidiu principalmente no Close Quarters Battle (CQB), onde foram executadas manobras de brecha com explosivos, tomada de edifícios e limpeza dos seus compartimentos, rapel, entre outros. A secção de Cães de Guerra Para-Quedistas também foi empregue como reforço do 1º BIPara e participou em todos os níveis de treino, mostrando mais uma vez a sua grande polivalência em todo o espectro de operações militares.

Esta interoperabilidade demonstra a força combinada entre aliados da NATO e a vantagem táctica obtida através da conjugação de forças dos Exércitos Português e Norte Americano. Ambas as unidades mostraram a sua capacidade de interoperabilidade e ao mesmo tempo trocaram experiências, tanto ao nível de equipamento e armamento, como de técnicas, tácticas e procedimentos (TTP) que cada unidade usa nas complexas manobras de tomada de edifícios.

Os Norte-Americanos,  estando destacadas em Itália, conseguiram assim beneficiar das óptimas condições de treino que o Exército Português apresenta nas suas várias unidades. Possuindo Portugal condições muito especificas que facilitam o treino de operações aerotransportadas, e usando Tancos, St. MArgarida, Mafra, São Jacinto e Beja, estes militares tiveram acesso privilegiado a algumas das melhores zonas de treino da Europa.

Posteriormente ao Cross training, o Orion 2017 culminaria numa grande operação aerotransportada que lançou nos ares de Beja mais de 400 Para-Quedistas das 3 nações envolvidas, tudo sob o Comando da Brigada de Reacção Rápida Portuguesa. Nos próximos dias, apresentaremos uma nova peça fotográfica sobre essa fase do Exercício que mostrou mais uma vez a grande interoperabilidade e coesão do trabalho destas unidades de elite ao dispor da NATO.

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Orion 2017 – Cross Training entre 2º BIPara e US Marines MAGTF

O Exercício Orion 17 começou. Este é o maior Exercício Militar da Península Ibérica em 2017, cabendo a sua organização ao Exército Português. Nele vão estar presentes cerca de 2000 militares, sendo que a maioria são Portugueses, conta ainda com a presença de dois importantes parceiros na NATO, 130 Espanhóis e 220 Norte-Americanos.

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O Orion tem este ano o objectivo de certificar a Brigada de Reacção Rápida (BRR) do Exército Português. A nossa revista teve oportunidade de acompanhar uma primeira fase do exercício que consiste num treino conjunto (Cross Training) entre as unidades Portuguesas e aliados estrangeiros presentes.

O Regimento de Infantaria 10 (em São Jacinto, Aveiro) onde está sediado o 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista (2ºBIPara) Português recebeu um Pelotão de US Marines (36 militares) originários  da base militar de Camp Lejeune na Carolina do Norte. Estes estão agora destacados na Base Aérea Espanhola de Moron em Espanha, fazendo parte da força de reacção rápida Marine Air to Ground Task Force (MAGTF) que apoia o US Africa Command.

Este treino conjunto incidiu principalmente no Close Quarters Battle (CQB). Os Paraquedistas e Marines trocaram experiências, tanto ao nível de equipamento e armamento, como de técnicas, tácticas e procedimentos (TTP) que cada unidade usa nas complexas manobras de tomada de edifícios.

Os Marines, não possuindo este tipo de infraestruturas na base de Moron, aproveitaram a zona de MOUT (Military Operations in Urban Terrain) da base de São Jacinto para aprimorar as suas técnicas de CQB.  Nos próximos dias, continuará a fase de Cross Training, onde serão ainda executados sessões de tiro real que por certo colocarão ainda mais coesão no trabalho conjunto destas duas unidades de elite ao dispor da NATO.

Portuguese Special Operations Forces

Real Thaw 2017 – Operações Especiais do Exército Português

O exercício Real Thaw 2017 (RT17), que se realizou de 05 a 17 de março, é um exercício da Força Aérea Portuguesa (FAP), planeado e conduzido sob a égide do Comando Aéreo. Tem como principal objetivo avaliar e certificar a capacidade operacional da Força Aérea, proporcionando treino conjunto nacional e multinacional. São também objetivos deste exercício preparar os militares para missões internacionais em cenários operacionais e proporcionar interoperabilidade entre as Forças Nacionais assim como entre países e os seus meios. Desta forma, o RT17 desenrolou-se tendo como base o treino, a qualificação e o aprontamento das unidades aéreas, e respetivas tripulações, de forma a dotar as mesmas com as valências necessárias à realização de operações aéreas.
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Durante o RT17 foram executadas vários tipos de missões (Defesa do espaço aéreo, Proteção a helicópteros e viaturas terrestres de transporte em missão humanitária, Apoio aéreo próximo a forças terrestres, Ataque convencional com armamento guiado e de alta precisão a alvos fixos e móveis, Operações Especiais, etc.).
A edição deste ano envolveu, além da Força Aérea, da Marinha e do Exército de Portugal, a participação de forças militares da Bélgica, da Dinamarca, dos Estados Unidos da América, de Espanha, de França, da Holanda e ainda de meios aéreos da NATO.

A nossa revista teve a oportunidade de seguir algumas destas operações, das quais hoje aqui destacamos as que se realizaram na Beira Alta, tendo como base o aérodromo de Seia. Observámos o planeamento e realização de uma séria de Operações Especiais onde estiveram envolvidos a Task Unit (TU) Alpha 2 do Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE) do Exército Português, apoiados pela Esquadra 552 “ZANGÕES” e  os seus helicóptero ALOUETTE III (AL3). O apoio aéreo próximo (Close Air Support – CAS) foi obtido com a inclusão de equipas TACP (Tactical Air Control Party) da Força Aérea Portuguesa no controle de aeronaves P3C CUP+ Orion e F16 AM Portuguesas, e F18 Espanholas.

A Força de Operações Especiais esteve presente com a TU Alpha2 reforçada com uma equipa de Snipers. No local, com prontidão total, onde o Notice to Nove (NTM) era de 20 minutos, em algumas missões que foram sendo injectadas no exercício o planeamento teve que ser feito de uma maneira muito célere, tal como é característico em forças desta capacidade, e por vezes alguns pormenores revistos já em deslocamento. Foram executadas missões diurnas, assim como nocturnas. De noite foi dado um especial ênfase ao elemento surpresa usando os meios de visão nocturna e algumas técnicas especiais de combate corpo a corpo para eliminação de sentinelas. Durante o dia, usando os meios aéreos à disposição foram realizadas missões de Convoy Escort e Vehicle Interdiction. Também foram executadas missões Direct Action onde se usaram tanto os AL3 como viaturas descaracterizadas para inserção da Força.

Os exercícios entre FAP e o CTOE são frequentes,  no entanto, este Exercício permitiu a interação de mais meios aéreos Portugueses assim como os de congéneres estrangeiras, o que traz sempre uma mais valia para os presentes. Em breve publicaremos um artigo mais extenso onde abordaremos mais aspectos deste Exercício e da nossa Força de Operações Especiais.

JTAC (Joint Terminal Attack Controller). TACP (Tactical Air Control Party)

Tactical Air Control Party da Força Aérea Portuguesa

Também conhecidos em Português como Destacamento de Controlo Aéreo Tático ou até mesmo por Controladores Aéreos Avançados, TACP (Tactical Air Control Party) é a sua designação oficial. Esta unidade da Força Aérea Portuguesa foi implementada em Portugal em 1996 (comemorou em 2016 os seus 20 anos de existência) e poderá ser descrita como um conjunto de pequenas equipas (na sua versão base atual com 2 militares, podendo no entanto variar em tamanho, dependendo da unidade terrestre que apoiam ou da missão para que são requisitados) que providenciam a desconflitualização de espaço aéreo em áreas de operação remotas, com o objetivo de guiar aeronaves de combate contra alvos planeados e/ou ameaças em franca proximidade das forças amigas.
Estas equipas desenvolvem as suas ações à volta do militar com a qualificação de JTAC (Joint Terminal Attack Controller). Este militar executa o guiamento de aeronaves de combate de asa fixa ou rotativa, a partir de uma posição avançada no terreno, em franca proximidade com forças inimigas, integrando o armamento aéreo com o fogo e movimento das unidades terrestres, sendo estas ações aéreas designadas como Apoio Aéreo Próximo (CAS – Close Air Support). Esta designação de JTAC, anteriormente era mais conhecida como FAC (Forward Air Controller), no entanto em algumas Forças Armadas ainda é esta a sua designação oficial. Em Portugal, uma equipa TACP de 2 elementos é constituída por um JTAC e por um Operador de Sistemas, podendo ser sempre reforçada por um Air Liaison Officer (ALO), Oficial de ligação à força apoiada.
TACP já esteve nos seguintes Teatros de Operação:
1. Bósnia e Herzegovina em 1996 e 1997 (SFOR);
2. Kosovo de 1999 a 2002 (KFOR);
3. Afeganistão de 2005 a 2008 e em 2010 (ISAF – QRF)
4. Mali de 2014 até 2018 (EUTM).

5. Republica Centro Africana, missão MINUSCA,  desde Janeiro  2017 e com uma duração prevista de 2 anos.

Numa recente missão (Operation BATATERE), o TACP da Força Aérea Portuguesa incorporou a Task Force Bambari (TFB) na República Centro Africana, onde no apoio à companhia de Comandos, tiveram um papel preponderante na captura e eliminação de grupos armados que ameaçavam a paz local. O TACP Português guiou helicópteros armados Mi35 e Mi17 contra esconderijos desses grupos. Estas ações mereceram uma carta de elogio por parte do Comandante Militar da Operação MINUSCA:

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Os nossos leitores poderão também ver mais algumas fotos do TACP no exercício Real Thaw, que se realizou no início do passado ano de 2016: REAL THAW 2016

Portuguese Mechanized Brigade Leopard 2A6 Tank

6ª Jornadas de trabalho entre Exército Português e Espanhol

A Brigada Mecanizada (BrigMec) Portuguesa acolheu, no passado dia 23 de Novembro de 2016, a 6ª Jornada de Trabalho entre os Comandantes do Exército Português e do Exército Espanhol. Estas contaram com a presença de S. Ex.ª o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte e de S.Exª o Jefe de Estado Mayor del Ejército de Tierra (JEMET), General de Exército D. Jaime Dominguez Buj.

O Quartel General (QG) da BrigMec planeou, organizou, coordenou, apoiou e conduziu, as atividades inseridas nestas jornadas, no Campo Militar de Santa Margarida, entendida como sinal do reconhecimento do trabalho que os militares e civis vêm desenvolvendo, em prol da relevância operacional da BrigMec.

Como principais eventos tivemos oportunidade de observar as Honras Militares regulamentares, prestadas a S. Ex.ª o General JEMET, à chegada à Pista de Aviação do Campo Militar de Santa Margarida (CMSM), o Briefing dos dois Exércitos, a assinatura do Livro de Honra da BrigMec, por S. Ex.ª o GEN JEMET, a Cerimónia de Condecoração com a Medalha Grã-Cruz de Mérito Militar a S. Ex.ª o GEN JEMET, seguida de uma foto de grupo defronte do monumento evocativo da BrigMec e do CMSM.

Da parte da tarde S. Ex.ª o GEN JEMET teve a oportunidade de assistir a um exercício tático com fogos reais, na Carreira de Tiro A7 (D. PEDRO), conduzido pelo AgrMec/EU LRR 2-2016/BrigMec e que integrou meios da Brigada Mecanizada e da Brigada de Intervenção. Para finalizar, S. Ex.ª o GEN JEMET visitou uma Exposição Estática de VBR PANDUR II 8×8, na Pista de Aviação do CMSM.

DVD (distinguished visitors day) do QR16, estiveram envolvidos cerca de 750 militares, 4 helicópteros e mais de 120 viaturas de vários tipos.

Do Kosovo até à Bosnia com: 2º Batalhão Paraquedistas, Exercício Quick Response 16

20 anos após a primeira missão dos Paraquedistas Portugueses na Bósnia e Herzegovina (BiH), estes voltaram a ter uma operação de destaque neste País. Estamos a falar do Exercício Quick Response 2016 (QR16) que a European Union Force (EUFOR) realizou nos passados meses de Setembro e Outubro. Um exercício como este, para além de testar a capacidade do KFOR TACTICAL RESERVE MANOUVER BATTALION (KTM), sob Comando Português do 2º Batalhão de Paraquedistas, se projectar para a BIH, vem também validar todas as forças da EUFOR destacadas para proteger esta região.

O KTM, tal como o nome indica, é uma força de reserva da NATO/KFOR, no entanto a sua área de intervenção não se limita ao KOSOVO. O KTM faz parte de um conjunto de forças que estão de reserva para a EUFOR mobilizar em caso de necessidade de intervenção na Bósnia e Herzegovina. Em caso de essa mobilização existir, as forças são obrigadas a fazer um extenso deslocamento pelas montanhas dos Balcãs, o que nunca havia sido testado antes. No QR16, pela primeira vez, a NATO fez um deslocamento desta envergadura na zona dos Balcãs. Foram cerca de 750Km, 67 viaturas e 214 militares, e foi uma operação extremamente bem sucedida.

O KTM está equipado com viaturas M11 Panhard, Pandur II 8×8 ICV (Infantry Carry Vehicle), BMP APC, HUMVEE, Toyota Land Cruiser, Mercedes G e várias viaturas tácticas logísticas. Possui assim uma alta capacidade de manobra e está preparada para executar um largo espectro de missões. A sua projeção iniciou-se na sua base em Camp Slim LinesPristina, Kosovo, a 28 de Setembro, atravessando a Albânia e o Montenegro, para já na BIH se instalar no comando da EUFOR, em Camp Butmir,  zona de Sarajevo. Foram deslocados o Estado-Maior do KTM, uma companhia de apoio de serviços (ACoy,Portuguesa) e duas companhias de manobra (BCoy e CCoy, constituídas por militares Portugueses e Húngaros respetivamente) . A projeção foi ainda apoiada pela Internacional Military Police (IMP) da KFOR.

O exercicio QR16 tinha como objectivo a projeção de todas as forças envolvidas, o KTM e forças do Reino Unido, Áustria, Turquia e Bósnia Herzegovina, para uma FOB (Forward Operational Base) na zona de Manjaca, em Banja Luka, e a partir daí executar um largo espectro de operações conjuntas. O 2ºBatalhão de Paraquedistas Português, devido à suas capacidades, assumiu as missões mais complexas, nomeadamente escoltas a comboios humanitários, reconhecimento especial, extração de não combatentes, defesa de pontos sensíveis, escolta e proteção pessoal a VIPs, entre outras.

O exercício terminou com um DVD (distinguished visitors day), a 5 de Outubro, num elaborado cenário que providenciou uma excelente demonstração da capacidade de interoperabilidade entre os diversos Países presentes. Na totalidade do QR16, estiveram envolvidos cerca de 750 militares, 4 helicópteros e mais de 120 viaturas de vários tipos. O Comandante da EUFOR, Major General Schrötter, frizou que “Large scale Brigade-Level exercises such as Exercise Quick Response 2016 prove decisively that EUFOR Forces along with our comrades from AF BiH and our Reserves are at all times ready and able to respond quickly and effectively to any potential threat to our Safe and Secure Environment.”

A missão do 2º Batalhão de Paraquedistas acaba amanhã, dia 26 de Outubro de 2016, dia que chegam a Portugal. A nossa revista queria agradecer a todos os militares envolvidos nesta missão no Kosovo, o seu apoio e camaradagem para com a nossa revista. É a eles que estas fotos são dedicadas.

Leopard 2A6 Espanhol, apoiado por um IFV Pizarro também Espanhol, dispara o seu canhão de 120mm

Exercício Orion 2016

O ORION 16 é o Exercício anual do Exército Português, desta feita, teve lugar de 17 de Junho a 02 de Julho de 2016 na área de treino militar TANCOS – SANTA MARGARIDA, culminando o ciclo anual de treino operacional dos Elementos da Componente Operacional do Sistema de Forças Terrestres (ECOSF). Pretendendo assim evidenciar as Capacidades de Comando e Controlo, Empenhamento, Proteção da Força e Interoperabilidade, contribuindo em prospetiva para a natureza combinada (multinacional) e conjunta (envolvimento de diferentes ramos) das operações correntes e
futuras. Este Exercício, no âmbito de uma Operação de Resposta a Crises, teve por finalidade certificar o Comando e Estado-Maior da Brigada de Intervenção, que se encontra afiliada à Allied Rapid Reaction Corps, reforçando assim o contributo do Exército para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal.

Brigada de Infanteria Mecanizada “Extremadura” XI, de Espanha, e a Special Purpose Marine Air Ground Task Force – MAGTF, dos Estados Unidos da América, participaram no exercício, assim como a Cruz Vermelha e Força Aérea Portuguesa, contribuindo para o aperfeiçoamento da interoperabilidade, e desenvolvimento de sinergias, no âmbito da partilha do esforço de Defesa e Segurança das Organizações Internacionais da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da União Europeia.

Destacam-se, os seguintes eventos na condução do Exercício:

  • Estiveram envolvidos cerca de 3038 militares (138 estrangeiros, de nacionalidade Espanhola e Norte Americana) e 300 viaturas ( das quais, viaturas Espanholas como os carros de combate Leopard 2E e as viaturas de combate de infantaria Pizarro)
  • Operações de Evacuação de Não Combatentes (NEO);
  • Operações de Estabilização;
  • Operações Aerotransportadas,  inseridas também no exercício European Air Transport Training 2016;
  • Joint Combined Arms Live Fire Exercise.

Do Soldado Português, e através da doutrina Comando-Missão,
obteve-se-se uma atitude mental pro-ativa, fazendo uso da iniciativa e
da surpresa, sustentada em vontade, determinação e resiliência para
vencer um ambiente operacional volátil, incerto, complexo, urbano e
ambíguo.

ORION 16Determination to succeed: Smarter, Better, Faster.

AIRMEDEVAC, Paratrooper, Portuguese 2nd Parachute Battalion, MNBG-E (Multinational Battle Group - East)

Paraquedistas Portugueses Exercício HOT DUST 161

No dia 13 de Julho, no teatro de operações do KOSOVO, o Batalhão da KTM (KFOR Tactical Reserve Manoeuvre Battalion) realizou, em Camp Slim Lines,o exercício multinacional Hot Dust 161 de modo a testar e treinar o plano KTM MASCAL (Mass Casualty).  Uma situação MASCAL pode ser definida como um incidente Médico onde existe um desfasamento excessivo entre a quantidade de vítimas e as capacidades médicas convencionais. Exige-se assim, uma abordagem médica extremamente organizada, onde o conceito de FPOS (First Person On Scene), CCP (Casualty Collection Point) e  triagem são essenciais.

Os principais objectivos do exercício foram:

  • Desenvolver as capacidades de interoperabilidade entre forças, através da integração de vários elementos da força multinacional, tanto no que toca a meios aéreos como terrestres;
  • Alcançar, por parte  dos militares e dos elementos de comando da KTM, capacidades de resposta coordenada  para uma situação de quebra de segurança e  emergência médica complexa;
  • Melhorar o processo de Comando e Controle durante uma situação MASCAL;
  • Conseguir, através de uma triagem adequada, transformar uma situação caótica numa situação de emergência organizado, onde é possível efectuar tratamentos médicos, e evacuação de vítimas prioritárias.

O exercício consistiu na simulação de uma explosão de um veículo no portão principal de Camp Slim Lines,  do qual resultaram 8 vítimas com diferentes graus de gravidade. Este exercício foi principalmente direcionado para as equipas Médicas Portuguesa e Húngara que constituem a KTM Role 1 (cuidados primários, tratamentos de emergência – inclusive reanimação e estabilização, e preparação para evacuação), bem como todos os socorristas de combate (Combat Life Saver – CLS) do 2º Batalhão de Paraquedistas. Participou também no exercício uma equipe AIRMEDEVAC (US Rotary Wing) do MNBG-E (Multinational Battle Group – East) que executou uma preciosa evacuação de dois pacientes em Prioridade 1, bem como  uma equipa médica Húngara sediada em Camp Novo Selo, que recebeu os pacientes helitransportados, simulando um Role 3 Hospital (neste nível de instalações já estariam disponíveis especialidades médicas e de enfermagem, que permitem hospitalizar os pacientes nas unidades de cuidados intensivos e recuperação, até serem transferidos para o role 4 ou voltar ao ativo).

O Hot Dust 161 permitiu a formação e padronização de procedimentos que devem ser empregues numa situação desta natureza. Os principais objectivos foram alcançados e conseguiu-se identificar pormenores que devem ser avaliados, e possivelmente  implementados, no plano KTM MASCAL. Exercícios como este são essenciais para manter a prontidão e proficiência dos militares e assim aumentar a flexibilidade operacional diante de situações que são sempre imprevisíveis.