Fuzileiros Portugueses no Real Thaw 18

O exercício REAL THAW 2018 (RT18), que se realizou nos passados meses de Janeiro e Fevereiro, foi um exercício da Força Aérea, planeado e conduzido sob a égide do Comando Aéreo. O RT18 foi coordenado a partir da Base Aérea Nº5 (BA5), em Monte Real, onde se encontravam estacionados a maioria dos meios aéreos participantes. A edição deste ano envolveu, além da Força Aérea, da Marinha e do Exército Português, a participação de forças militares da Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Estados Unidos da América e ainda meios aéreos da NATO. Num total, participaram no exercício cerca de 1500 militares e 35 aeronaves.
Vem sendo usual, a integração de várias unidades navais da Marinha Portuguesa, quer de forma isolada quer integradas em força naval que permite exercitar, entre outras disciplinas tradicionais da guerra naval, a condução de operações anfíbias com o apoio e/ou simulação de ameaça aérea. Os Fuzileiros Portugueses, participaram neste Exercício com elementos do Batalhão Fuzileiros nº2, mais especificamente um Pelotão Anti-Carro e um Pelotão de Reconhecimento da Força de Fuzileiros nº1 (FFZ1) que se encontra pronta para emprego em todo o espetro de conflito e que em breve será enviada para Litunia enquadrada na missão de Assurance Measures da NATO.

O Corpo de Fuzileiros delineou como principal objectivo o treino em cenários de grande intensidade e complexidade, de modo a melhorar o conhecimento e experiência do emprego dos seus militares em situações operacionais exigentes. Este exercício foi de particular importância pois constitui-se como uma excelente oportunidade de interacção com meios de outros Ramos das Forças Armadas, assim como com meios de Países Aliados que estarão presentes no flanco leste da Aliança Atlântica. A possibilidade de uma missão na Republica Centro Africana também foi tida em conta. Embora ainda não exista nada definido, a existir uma 5ª FND (Força Nacional Destacada), a rotação de forças teria como lógica a presença dos Fuzileiros em África e este tipo de exercício é essencial para entrosar a força com o TACP (Tactical Air Control Party) e respectivos meios aéreos.

A Força de Fuzileiros conduziu as suas operações a partir do campo militar de Santa Margarida. O treino executado abrangeu diversas áreas, no entanto podemos destacar a condução de Raids nocturnos contra forças inimigas, operações de QRF (Quick Reaction Force) em apoio a elementos de Forças de Operações Especiais, a proteção a colunas motorizadas (Convoy Escorts) com apoio aéreo próximo. Esta força integrou na sua estrutura elementos JTAC/FAC (Joint Terminal Attack Controller/Forward Air Control) dos US Marines para coordenação das operações conjuntas com meios aéreos.
A nossa revista teve a oportunidade de acompanhar algumas das séries executadas . É sempre com enorme prazer que somos inseridos nas operações das Forças de Fuzileiros. Para além da simpatia e camaradagem que é singular na nossa Marinha, esta unidade de Elite das Forças Armadas Portuguesas proporciona-nos sempre óptimos momentos de foto-jornalismo devido à proficiência com que executa as manobras militares onde estamos presentes. Tal como se pode ver nas fotos que partilhamos, os Fuzileiros preparam-se intensamente para qualquer conflito militar que possa surgir no Horizonte, a Guerra não é vista de animo leve, e a qualquer momento poderão ser projectados para um teatro de operações, seja ele qual for.

A participação anual dos Fuzileiros no exercício RT18 constitui uma excelente oportunidade para manter alguns padrões de prontidão que exigem o emprego ou o apoio de meios aéreos nas operações que conduzem, ainda mais valorizado pelo intercâmbio com forças internacionais que também participam neste treino.

Durante o RT18 a Força Aérea executou, entre outras, missões de: Defesa do espaço aéreo; Apoio aéreo próximo a forças terrestres; Extração de elementos militares ou civis, com e sem ameaça aérea; Lançamento de carga por Pára-quedas.

Treino de Atirador Especial – 2º Batalhão Paraquedistas

O 2º Batalhão de Paraquedistas do Exército Português, no âmbito do seu plano anual de treino operacional realizou mais um estágio de aperfeiçoamento de combate para atirador especial – DESIGNATED MARKSMAN. Este foi ministrado no Regimento de Infantaria nº 10, na carreira de tiro da Gala e no Campo de Tiro de Alcochete.

Este estágio teve como objetivo desenvolver as capacidades dos atiradores especiais das secções de Paraquedistas e rentabilizar a utilização da espingarda de assalto Galil. Os atiradores especiais usam a mesma arma orgânica que o resto dos militares da secção, no entanto estão equipados com alças telescópicas que lhes permitem bater alvos a maiores distâncias. As Galil dos Paraquedistas estão equipada com alças Trijicon VCOG,  que substituíram recentemente as velhas alças Hensolt, capacitando os militares para baterem alvos de forma precisa até aos 500m, em proveito das ações de fogo e movimento da Secção e do Pelotão de Paraquedistas.

O estágio foi dividido em duas fases, uma primeira teórica, onde se abordam os fundamentos do tiro e outras temáticas como a balística externa e a aquisição de alvos. Uma segunda fase, constituída por exercícios de tiro começando pela precisão, posições de tiro no exterior e interior de viaturas, posições de tiro em contexto urbano, terminando com exercícios de tiro dinâmicos para diversos alvos e diferentes distâncias. 

As alças Trijicon VCOG são miras de alta qualidade de uma marca que muitas provas tem dado em combate. O modelo que equipa os paraquedistas está calibrado para as munições 5,56x45mm de modo a tirar o melhor partido da sua arma orgânica, assim como das futuras espingardas de assalto que irão equipar o Exército Português. Estas alças demonstraram ser de fácil adaptação e utilização, permitindo o empenhamento de alvos a curta distância bem como a médias distâncias, sendo notória a evolução dos atiradores que rapidamente se adaptaram aos novos equipamentos e deles souberam tirar partido, tendo-se alcançado elevados padrões de eficiência até aos 500m. Estas miras são de extrema robustez e e permitem mudar dos 0 para os 6 aumentos com muita facilidade. O seu retículo apresenta um compensador de queda do projéctil (Bullet Drop Compensator – BDC) que permite ao apontador facilmente corrigir os seus impactos consoante as distâncias a que se está a empenhar. Estas distancias também são facilmente estimadas usando o calculador de distâncias (Range Finder) incorporado no retículo da arma.

Os treinos de atirador especial são ministrados maioritariamente com recurso a alvos metálicos. A utilização destes alvos neste e noutro tipo de formações, demonstra possuir diversas vantagens de onde se destacam: uma aprendizagem mais rápida em virtude do feedback sonoro dado quando se atinge o alvo, rentabilização do tempo disponível uma vez que é mais fácil e rápido registar os impactos em diversos alvos a diferentes distâncias sem necessidade de se deslocar ao local, possuírem uma elevada resistência permitindo serem reutilizados inúmeras vezes com baixo custo de manutenção, e um índice de moralização elevado dos militares pois vêm resultados imediatos na evolução das suas capacidades.

República Centro Africana, 3ª Força Nacional Destacada

Partem amanhã, dia 5 de Março de 2018,  para a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), a 3ª Força Nacional Destacada (FND). Nesta fase são 138 militares (135 do Exército e 3 da Força Aérea), que se irão juntar a um destacamento avançado de 21 militares que já se encontram no terreno desde o dia 18 de Fevereiro. A FND na MINUSCA ficará aquartelada em Bangui capital da Republica Centro Afriana (RCA), no aquartelamento Francês com o nome de M´Poko. Constitui-se como Força de Reação Rápida sob controlo operacional da componente militar desta missão das Nações Unidas, atualmente sob comando do tenente-general Balla Keita, do Senegal.

A 3ªFND deu inicio ao seu aprontamento a 04 de Setembro de 2017,tendo o seu terminus a 16 de Fevereiro de 2018. É constituída por um efetivo de 159 militares, estrutura-se com um Comando e Estado-Maior, Destacamento de Apoio com os módulos de Comunicações, Sanitário, Manutenção, Alimentação, Reabastecimento/Serviços e Modulo de Engenharia, 3 Pelotões do 1º Batalhão de Paraquedistas e uma Equipa de controlo Aéreo Tático (TACP) da Força Aérea Portuguesa.

Durante o aprontamento a Força preparou-se ao nível técnico, físico e psicologico, dotando os militares com as competências técnico profissionais necessárias ao cabal desempenho das suas tarefas. Pretendeu-se que a força fosse dotada com os recursos humanos e materiais necessários à sua organização de acordo com as Estruturas Orgânicas de Pessoal e Material Aprovadas, executando o aprontamento administrativo-logístico de forma célere e eficiente de forma a permitir, com os equipamentos adequados à missão, a realização completa do programa de formação e treino das tarefas a realizar no teatro de operações, acautelando a segurança e proteção da força, bem como as relacionadas com a sua sustentação.

A 3ª FND é Comandada pelo Tenente-Coronel Pára-quedista João Bernardino. Este referiu-nos que no seu planeamento deliberou que o aprontamento teria de assentar em três vetores essenciais: Disciplina, Treino e Motivação. E foi isso mesmo que presenciamos nos dias que acompanhamos os militares que amanhã partem para a RCA, muita camaradagem, um grande ambiente de entreajuda e troca de conhecimentos, treino rigoroso e dirigido para o género de ameaças que poderão aparecer, e claro, a disciplina exigida a uma força militar que vai representar Portugal numa missão muito importante para as Nações Unidas.

Para breve iremos fazer uma reportagem mais alargada sobre o treino dos militares do 1º Batalhão de Paraquedistas que são a unidade principal de combate desta 3ª FND.

Durante o aprontamento a FND levou a efeito uma campanha de solidariedade com vista ao apoio das populações da RCA. Esta campanha teve o intuito de entregar nos locais mais necessitados, material e equipamento escolar e de desporto, contribuindo assim para a aproximação dos povos Português e Centro Africano.

Foi também criado um núcleo de apoio às famílias dos militares em missão, de modo a que seja mais fácil o contacto entre os militares e os respetivos familiares e amigos.

Queremos deixar aqui o desejo uma missão cheia de sucesso e glória. Até breve, QNPVSC…

 

Em 2018 Portugal comanda a European Union Training Mission Republica Centro Africana

No âmbito da Global Strategy da União Europeia, e no quadro da política de Segurança e Defesa da União Europeia (CSDP) em curso, decorrem três operações militares no continente africano, nomeadamente, no Mali, República Centro Africana (RCA) e Somália.

A legitimidade da missão da European Union Training Mission (EUTM) RCA decorre das decisões assumidas pela União Europeia de acordo com a solicitação efetuada pelas autoridades da República Centro Africana.  A sua execução compreende uma coordenação continua com outras Organizações Internacionais presentes na RCA. A imparcialidade constitui um elemento essencial para o cumprimento da missão, para assegurar a evolução do processo de transição para o da reconciliação que conjugado com a salvaguarda e permanência das populações no seu país, viabilizam a obtenção de melhores condições para o desenvolvimento da RCA.

De acordo com as determinações superiores do Estado Português, o General CEMGFA, tendo por base a sua diretiva iniciadora, mandou aprontar uma Força conjunta (militares dos três Ramos das forças Armadas) para o efeito, atribuindo ao Exército a responsabilidade do seu aprontamento e sustentação. No quadro da preparação do Contingente Português para o cumprimento da EUTM RCA 2018, o Exército, através da Brigada de Intervenção (BrigInt) e do Regimento de Artilharia Antiaérea N. º1 (RAAA1) constituíram-se como unidades aprontadora e mobilizadora, respetivamente.

Em outubro de 2017 desenvolveu-se o planeamento para o Aprontamento. A 02 de novembro de 2017 foi iniciado o treino operacional orientado para a missão do contingente português, constituído por militares dos três ramos das Forças Armadas que integram um quartel-general conjunto e multinacional, com um efetivo total de 170 militares oriundos de 12 países da UE e outros estados como sejam a Bósnia Herzegovina, a Sérvia e a Geórgia. O Brigadeiro-General Hermínio Maio, do Exército Português comanda a missão European Union Training Mission (EUTM) RCA durante o ano de 2018 (EUTM RCA 18).

A EUTM RCA 18 contribui para a preparação e implementação da reforma do setor de defesa através de três linhas de ação principais: i) Assessoria estratégica ao Ministério de Defesa e Estado-Maior das Forças Armadas da República Centro Africana; ii) Formação de Oficiais e Sargentos selecionados das Forças Armadas da República Centro Africana (FACA); iii) Execução de Treino Operacional de Unidades selecionadas das Forças Armadas da República Centro Africana. A complexidade da missão e a sua volatilidade fazem-nos lembrar a tríade caluswitzina: povo, FFAA e governo. Assim julga-se que a obtenção de efeitos complementares entre as FACA e a população associadas ao cumprimento da sua missão em todo o território da RCA, devam acontecer de acordo com o conceito do Integrated Approach da UE.

A missão EUTM RCA 18 integra-se na estrutura abrangente da Reforma do Setor de Segurança, exercendo o esforço de ação em Bangui, durante os primeiros dois anos de mandato, em permanente coordenação com outros atores e atividades, nomeadamente, a missão das Nações Unidas para a República Centro Africana (MINUSCA) e com a Delegação da União Europeia.

Considerando o sistema abrangente de treino no exército (SATEX), e os requisitos operacionais no quadro do treino orientado para a missão, foram avaliadas, e validadas as competências em diferentes áreas tais como: preparação médico-sanitária, administrativo-logística, atividades de formação específicas (i.e., Pre-Deployment Training, Anthena, Francês, Inglês, Emergência Médica, outros), a realização provas de aptidão física, de tabelas de tiro de combate estáticas e dinâmicas de armamento ligeiro, a análise e identificação de necessidades de aperfeiçoamento de normas de execução permanente afetas ao trabalho de estado-maior e de procedimentos táticos padrão associados (i.e., sistematização do uso das regras de empenhamento), a realização de reconhecimento de Comandantes onde foram desenvolvidos contactos com o escalão superior da Missão, sediado em Bruxelas bem como, com o contingente da União Europeia em BANGUI e, com a Quick Reaction Force Portuguesa que cumpre a missão  das Nações Unidas na RCA.

No dia 19 de dezembro de 2017 realizou-se a visita do Diretor General do Military Planning Conduct Capability, TGen Elsa Pulkkinen, Comandante das missões militares da UE em África. Em 20 de Dezembro de 2017, concretizou-se a reunião de trabalho da Inspeção Geral do Exército com o contingente EUTM RCA 18, materializada com a visualização de uma demonstração tática e com a apresentação sobre o aprontamento e missão, com a finalidade de alavancar a conclusão do processo de certificação nacional em curso.

Constitui uma honra e um privilégio para os Soldados de Portugal e da União Europeia, contribuir para a paz e estabilidade na República Centro Africana, que num conceito de continuidade e aperfeiçoamento contínuos visam alavancar a segurança e o desenvolvimento da RCA, cujo valor se reconhece como intangível para a defesa dos interesses dos cidadãos da União Europeia e de África.

2º Batalhão de Infantaria Paraquedista BIPARA

Exercicio Ares17 – 2º Batalhão de Paraquedistas

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No Mês de Novembro de 2017 o 2º Batalhão de Páraquedistas, reforçados pela Companhia de Precursores, a Secção de Cães de Guerra, e em coordenação com a Força Aérea  realizou o Exercício Ares17. Este exercício serviu para treinar infiltrações por Paraquedas de pequenas unidades (escalão Pelotão), de modo a posicionar  rapidamente militares em zonas estratégicas distintas,  com o objectivo de, de seguida executar missões de perseguição de grupos armados e destruição das suas posições armadas.

Após a infiltração por Para-quedas, 3 Pelotões iniciaram a marcha nocturna apeada até aos objectivos designados. Ao longo de cerca de 25km, a força teve de ser completamente autónoma pois não existia qualquer capacidade de reabastecimento. Isto implicou um planeamento adequado do equipamento a levar, especialmente a nível de poder de fogo. Com múltiplos grupos armados na zona e com a expectativa de múltiplas ações de contacto com o inimigo os Paraquedistas foram preparados para o pior. Embora possuam aparelhos de visão nocturna, estes ainda não são em números suficientes e estão um pouco ultrapassados, isto foi muito evidente neste exercício que mais uma vez serviu para tirar lições para futuras missões. A capacidade de combate nocturna é essencial, e a lacuna nesta capacidade dificultou muito a actuação dos militares neste exercício.

Felizmente os Batalhões de Paraquedistas estão a ser equipados com material de grande qualidade. Para além da protecção individual de cada militar ter melhorado muito com os novos capacetes e coletes táticos, o equipamento permite transportar mais carregadores prontos a usar, e no caso das equipas de Metralhadora Mg3, o transporte de fitas mais acessíveis e protegidas de sujidades. Os Paraquedistas estão em vantagem sobre a maioria das outras Forças Especiais Portugueses pois, para além das Forças de Operações Especiais do Exército e da Marinha, são a única força que está equipada com uma espingarda de assalto.

A Galil em 5,56x45mm é uma arma antiga, no entanto ainda com bastante polivalência (especialmente as que já estão equipadas com rails da Brügger & Thomet),  mas que em tudo é superior ao uso da espingarda automática G3. Neste caso, os militares do 2º Batalhão de Paraquedistas conseguiram cada um transportar 9 carregadores ( 315 munições prontas para combate) o que se revelou fundamental para garantir um volume de fogos suficientes para dar resposta às ações de contacto que foram aparecendo ao longo da missão. Para além da evidente facilidade em transportar mais munições, também é muito mais fácil fazer fogo eficaz com esta arma, o que faz com que qualquer supressão do inimigo seja empregue com mais letalidade. Para além disso, se pensarmos que às distancias normais de combate moderno, a energia cinética da munição 5,56x45mm é tal que permite perfurar a maioria da blindagem individual, coisa que não acontece com o calibre 7,62x51mm que é mais lento e pesado e é apenas útil para grandes distancias (o que apenas acontece em confrontos em situações muito esporádicas e em teatros mais desérticos ou árticos), o uso do calibre 5,56x45mm é mais indicado para a maioria dos confrontos da actualidade.

O Exercício serviu para afinar muitos aspectos técnicos táticos importantes, tanto ao nível do combate nocturno como ao nível da avaliação de equipamentos novos e da lacuna de outros. Nos últimos dias do Ares17 foram realizadas algumas sessões de tiro real de modo a aprimorar todas as capacidades individuais e colectivas dos Paraquedistas envolvidos nas manobras militares. A nossa revista teve o previlégio de poder acompanhar todo o desenrolar do mesmo e para breve teremos também alguns vídeos para os nossos leitores apreciarem.

KRAV MAGA, Operações Especiais do Exercito Português e Lituano

 A Special Operations Land Task Unit (SOLTU) do Exército Português que esteve presente na Lituânia enquadrada nas NATO Baltic Assurance Measures executou uma série de exercicios de cross training com o Vytautas Great Jaeger Battalion ( estes fazem parte da Special Operations Force Lituana).
Nesta galeria destacamos o treino de KRAV MAGA dado pelo instrutor Português do CTOE (Centro de Tropas de Operações Especiais), a ambas as forças. Atualmente, o Centro de Tropas de Operações Especiais do Exército Português conta com instrutores formados pela Gabi Noah International Krav Maga na Vertente Militar (ver fotos), sendo eles Instrutores da IKM Portugal, que desenvolvem diariamente as ideologias do Krav Maga vertidas para a prática em situações vividas em contexto militar. Resposta explosiva e letal são caraterística desta vertente.

Com uma eficácia enquanto sistema de combate, crescentemente reconhecida a nível mundial, o Krav Maga afirma-se gradualmente junto das forças militares e policiais de todo o mundo, sendo adaptado como técnica de combate corpo a corpo por forças militares de elite e unidades especiais de polícia de vários países. Nos últimos 15 anos o desenvolvimento das técnicas de combate corpo a corpo no seio das forças militares, tem sido alvo de atenção tendo, portanto, sofrido uma grande evolução na sua vertente militar. A atual Guerra Assimétrica trouxe novidades às estruturas militares e, consequentemente obrigou à restruturação da sua doutrina e alteração das técnicas, táticas e procedimentos em combate.

No vetor de combate próximo (Close Quarters Combat) pretende-se desenvolver as capacidades motoras do militar, bem como despertar os sentidos que originam o reflexo. Atribuir a cada elemento, sentido defensivo e estimular o sentido ofensivo que, naturalmente, é ausente à maioria dos indivíduos. Este vetor está subdividido em técnicas de combate corpo a corpo e técnicas de defesa pessoal. Com o combate corpo a corpo procura-se, através da utilização de várias técnicas de combate, desenvolver a coordenação motora do militar para superar com inteligência e técnica, as variáveis de uma possível agressão de contacto violento. Esta subfase visa expulsar o receio, desenvolver a condição física, a coragem, a combatividade e o controlo de movimentos, resultando no total equilíbrio da mente e do corpo.

Com a defesa pessoal, procura-se capacitar o militar a defender-se de adversários, armados ou não, através dos seus membros e/ou com auxilio de armas ou objetos, sem especial propósito. Ensina-se ao militar, um conjunto de pontos críticos no corpo do oponente que juntamente com técnicas simples vão aumentar as suas capacidades no combate desarmado. Esta subfase procura desenvolver capacidades como a adaptabilidade, a autoconfiança, o reflexo e a velocidade do militar.

O que é o Krav Maga?

Krav Maga, em hebraico significa “combate próximo”. Vulgarmente conhecido como a “Arte Marcial” do Exército Israelita, é um sistema de defesa pessoal que tem como principal objetivo salvaguardar o mais rápido e eficazmente possível a integridade física do praticante e neutralizar qualquer tipo de ameaça ou agressão, recorrendo a todos os meios disponíveis, sendo todos os ataques permitidos. Desenvolvido e aperfeiçoado durante anos de conflito, o Krav Maga enfatiza facilidade de aprendizagem de técnicas de eficácia comprovada em variadíssimas situações de confronto reais. Todas as técnicas, movimentos e combinações, foram pensadas e desenvolvidas para serem aplicadas num contexto real e atual. Na sua essência, a simplicidade e a abordagem realista do Krav Maga é direcionada às pessoas que não possuem qualquer tipo de experiência em combate ou defesa pessoal.

Qual a origem do Krav Maga?

O Krav Maga tem a sua origem na cidade de Bratislava, nos anos 30, marcada pelo ambiente de violência e perseguição antijudaica que se alastrava na Europa. Imi Lichtenfeld, o fundador do Krav Maga, um jovem húngaro de origem judaica, praticante de boxe e luta livre, integrou a equipa nacional de luta livre eslovaca, na qual alcançou vários títulos de campeão de luta livre através da participação em competições nacionais e internacionais. No final dos anos 30, Imi Lichtenfeld, então na casa dos 20 anos, perante a crescente violência que se fazia sentir contra os judeus em Bratislava, decide, em conjunto com outros praticantes de boxe e luta livre, organizar a defesa da comunidade judaica da cidade contra os ataques dos gangs pró-nazis. Uma experiência que rapidamente lhe permite adquirir a consciência da enorme diferença que separa as técnicas da luta desportiva daquelas que são utilizadas, sem qualquer regra, nos combates reais de rua. A experiência de rua levara-o a compreender os princípios fundamentais que lhe permitiram desenvolver o Krav Maga: no que se refere à autodefesa, o princípio elementar inspirador da técnica traduzia-se em “usar os movimentos e reações naturais” no ser humano para reagir à ameaça ou agressão, sempre em combinação com um “imediato e rápido contra-ataque”. Tendo, mais tarde, evoluído para a seguinte máxima: “realizar a defesa e ataque em simultâneo”.

História e fundadores:

Em 1942, Imi Lichtenfeld, refugiou-se na Palestina, onde, dois anos depois, foi convidado a treinar técnicas de autodefesa e combate corpo a corpo a militares e forças de segurança, incluindo tropas de elite, o que fez com crescente sucesso. Em 1948 deu-se a fundação do Estado de Israel e a criação das Forças de Defesa de Israel (FDI), Imi Lichtenfeld tornou-se no Instrutor Chefe de Preparação Física e Krav Maga da Escola de Combate e Preparação Física das FDI, responsabilidade que manteve por mais de 20 anos, durante os quais apurou e refinou este sistema de autodefesa e de combate corpo a corpo.

Gabi Noah, um dos discípulos de Imi Lichtenfeld, nasceu na Síria, tendo imigrado para Israel em 1979, onde começou a treinar Krav Maga. Em 1985, ingressou no Exército Israelita, onde serviu como Instrutor de Krav Maga Militar, uma posição que manteve durante o serviço de reserva do Exército. Em 1988, Gabi Noah completou o seu dever de reserva no IDF e, posteriormente, criou um Instituto de Krav Maga em Netanya. Foi um dos fundadores da International Krav Maga Federation (IKMF), mas sentindo a necessidade de que o Krav Maga se mantivesse atualizado em todas as vertentes, civil, militar, forças de segurança ou de defesa VIP, entende separar-se da IKMF e criar a Gabi Noah International Krav Maga (IKM) que desde 2009 opera em todo o mundo através de aulas regulares, aulas particulares, seminários, cursos de instrutores e outros cursos específicos.

Em Portugal, a IKM é representada através da IKM Portugal, a qual tem como responsável Moisés Frutuoso, Expert 4 em Krav Maga e atualmente Head Instructor da IKM Portugal e membro da “IKM Word Expert Team”, a equipa de instrutores que dá formação e avaliam alunos e instrutores por todo o mundo.

IKM Vector Logo

Portugal nas NATO Assurance Measures 2017

A situação de crise na Ucrânia, com o consequente e previsível impacto na segurança da Aliança e na estabilidade regional, concorreu para que o North Atlantic Council (NAC) atribuísse às NATO Military Authorities (NMA) a tarefa de desenvolver um programa coerente, sustentável e visível, de medidas imediatas de afirmação (assurance), ou reafirmação (reassurance), por forma a demonstrar a coesão e esforço de defesa coletiva da NATO bem como a sua capacidade de dissuasão, contra qualquer ameaça de agressão. A 16 de Abril de 2014, o NAC aprovou a implementação de um conjunto de medidas imediatas, de caráter defensivo, no âmbito da garantia de defesa coletiva. Desde essa data que as Assurance Measures constituem-se como a componente que providencia o indispensável sustentáculo para uma assertiva e credível dissuasão.

No ano de 2015, o Exército Português contribuiu com uma FND composta por um Esquadrão de Reconhecimento (ERec), de efetivo 140 militares, nas Assurance Measures (AM) por um período até 4 meses, entre abril e julho de 2015. No ano de 2016, contribuiu com uma FND composta por uma Bateria de Bocas de Fogo (BBF), de efetivo 120 militares, pelo mesmo período de 4 meses, entre julho e outubro de 2016.

Já no presente ano, Portugal contribui para as Assurance Measures – Lituânia 2017 com um Contingente Nacional constituído por um Oficial de Ligação e Coordenação, uma Companhia de Atiradores Mecanizada de Rodas (CAtMec(R)), aprontada pelo Regimento de Infantaria N.º 14 (RI14), e por uma Special Operations Land Task Unit (SOLTU), aprontada pelo Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE).

A nossa revista teve o privilégio de poder acompanhar, em alguns exercícios, a Companhia de Atiradores (CAtMec(R)/AM). Esta é constituída por nove Oficiais, 23 Sargentos e 86 Praças, num total de 118 militares provenientes de diversas unidades que contribuíram para a constituição do Batalhão NRF2016 ao longo dos últimos dois anos e meio.

A Força Nacional Destacada (FND) projetada para o Teatro de Operações da Lituânia foi constituída no início do mês de abril, realizou treino operacional com vista a tipologia de missões a realizar durante o período de projeção no território da Lituânia. Entre estas missões destacam-se o aumento da interoperabilidade, o treino com forças congéneres de outros países da NATO, como o Grand Duke Kestutis Mechanized Infantry Battalion Lituano, e a participação no Exercício IRON WOLF 2017.

A FND/Assurance Measures/Lituânia 2017 conduz ações de treino e participa em Exercícios combinados, no território da Lituânia, com as Forças Armadas da Lituânia e outros países aliados, no período de 29 de maio a 29 de setembro de 2017, a fim de reforçar o efetivo de Forças Terrestres da NATO presentes na Lituânia, no quadro das Assurance Measures.

A Companhia de Atiradores (CAtMec(R)/AM) está equipada com as viaturas ICV (Infantry Carrier Vehicle) e IFV (Infantry Fighting Vehicle), ambas Pandur II 8×8. As grandes planícies arborizadas ou os densos bosques Lituanos não têm conseguido apresentar grandes obstáculos às viaturas Portuguesas. Estas têm cada vez mais reforçado a ideia que a sua grande mobilidade as torna uma arma muito temida. Num cenário como este a capacidade de rapidamente se deslocarem para outros pontos da região Báltica, de modo a se juntarem a outras forças da NATO e assim poderem coordenar operações militares conjuntas é de vital importância.

Desejamos um bom resto de missão aos militares Portugueses e o nosso obrigado por toda a colaboração.

Orion 2017 BRIPAC

Orion 17 – Mass Drop Operation

Portugal, uma vez mais demonstrou com uma série de eventos militares, de grande envergadura, planeados e executados em solo nacional – TRIDENT JUNCTURE 15, ORÍON 15, 16 e 17 – que reúne condições ímpares para potenciar plataformas de treino operacional para forças da Tratado Atlântico Norte (NATO) e ou, da UNIÃO EUROPEIA, no âmbito dos assuntos de Defesa e Segurança. De acordo com o número total de participantes, cerca de 2000 militares, onde se integraram cerca de 350 militares estrangeiros; 2 observadores do Brasil, com a utilização de 5 aeronaves – quatro C-130 e um MV-22 -, os exercícios da série Oríon, têm posicionado Portugal como um HUB da NATO e, da UNIÃO EUROPEIA, para a execução de treino operacional. A abrangência deste posicionamento pode envolver forças estacionadas no Sul da Europa, ou forças em projeção ou retração da NATO, com a finalidade de alavancar e aperfeiçoar o desenvolvimento da interoperabilidade entre países da NATO e UNIÃO EUROPEIA.

Com a presença de Norte Americanos destacados em Itália (173rd Airborne Brigade) e Espanha (Marine Air to Ground Task Force – MAGTF), a Brigada Paraquedista Espanhola (Brigada “Almogávares” VI de Paracaidistas – BRIPAC) e as próprias forças do Exército Português – envolvendo forças da Brigada de Intervenção, Brigada Mecanizada, a Brigada de Reação Rápida (BRR) Portuguesa, com vista à sua certificação, integrou e comandou as operações num ambiente operacional incerto, volátil e complexo, onde o clima se revelou muito quente, com temperaturas superiores a 40º C, e um terreno deveras exigente para a execução de operações, com campos de tiro extensos, e com arborização escassa.

O Oríon 17, utilizou em temos militares um cenário da NATO, especificamente desenvolvido para uma operação militar de natureza conjunta e combinada (vários ramos e países, respetivamente), onde se concretiza a invasão de um estado-membro da NATO por um País não NATO; perante esta situação, o artigo 5º da NATO é invocado, ao que a Organização das Nações Unidas se associa emitindo uma resolução em que autoriza o emprego de meios militares, corroborando a intervenção militar da NATO.

A operação PARDIGM SHIFT, iniciou-se com inserções táticas aéreas de Forças de Operações Especiais Portuguesas e Norte Americanas, apoiadas em aeronaves MV-22 Osprey, viabilizando a execução de missões táticas de reconhecimento de longo raio de ação (Long-range Reconnaissance Patrol – LRRP), e de ação direta para eliminação de ameaças antiaéreas que poderiam comprometer a continuidade das operações Aerotransportadas.

Numa Operação clássica de emprego de Tropas Aerotransportadas para conquista de uma cabeça de ponte, essencial às operações que se seguiriam, o High Visibility Event (HVE) do Oríon 17 destacou uma prévia inserção de elementos da Companhia de Precursores Aeroterrestres Portugueses que marcaram as zonas de largada (Drop Zone); uma ação direta de Forças de Operações Especiais, e a execução de um lançamento de 400 paraquedistas nos céus de Beja, em sucessivas vagas, utilizando para o efeito, 4 aeronaves C130 de nacionalidade Portuguesa, Norte-Americana e Espanhola.

As operações seguiram de acordo com o planeado. Foi possível constatar o ímpeto da manobra, considerando como observação chave, o rápido e ágil reagrupar de forças de modo a seguir até aos seus objetivos, após ações de “combate” simuladas com forças opositoras colocadas no terreno. Após a materialização da conquista da cabeça de ponte aérea, continuaram outras operações de elevada intensidade, em ambiente não permissivo, com a finalidade de assegurar a manutenção da cabeça de ponte, e em simultâneo, de garantir condições para que se executassem ações de ajuda humanitária.

A interoperabilidade entre as três nacionalidades foi notável. Enfatiza-se o período prévio de treino cruzado ocorrido nas áreas de São Jacinto, Mafra e Tancos/Santa Margarida, que sustentou e desenvolveu o emprego tático multinacional das forças na execução de inúmeras operações em Beja. O Oríon 17, evidencia o empenhamento do Exército no esforço subsidiário dos assuntos de Defesa e Segurança de Portugal e dos Portugueses, no seio das Organizações Internacionais, de que fazemos parte. Portugal, e o Exército em particular, em sinergia com a Força Aérea e Marinha, como membro da NATO, evidenciou um produto operacional Coerente e Credível. No âmbito dos assuntos de Defesa e Segurança, reitera-se a ideia, com um natural sentido pedagógico, que a multinacionalidade e a interoperabilidade para a NATO, e UNIÃO EUROPEIA, são pilares estruturantes para continuar a afirmar que o todo é superior à soma das partes: Juntos somos, muito, mais fortes.

1º BIPARa and 173rd Airborne Brigade Orion 17

1º BIPara e US 173rd Airborne Brigade em Cross Training – ORION 17

orion17_banner_05O Exercício Orion 17 foi o maior Exercício Militar da Península Ibérica em 2017, cabendo a sua organização ao Exército Português.

Na 1ª fase do Exercício as Forças de Portugal, Estados Unidos da América e Espanha executaram treinos conjuntos (Cross Training) com via à preparação das Operações que se iriam seguir.

O 1º Batalhão de Infantaria Para-Quedista (BIPara) do Exército Português recebeu sob o seu comando elementos do U.S. Army’s 1st Battalion, 503rd Infantry Regiment, 173rd Airborne Brigade. Estes encontram-se destacados em Vicenza, Itália e fazem parte do US European Command, sendo parte integrante da força de resposta estratégica Aerotransportada para cenários na Europa.

Durante a fase de cross training tiveram a oportunidade de usar as áreas edificadas (MOUT-Military Operations in Urban Terrain) da Escola das Armas em Mafra. Este treino incidiu principalmente no Close Quarters Battle (CQB), onde foram executadas manobras de brecha com explosivos, tomada de edifícios e limpeza dos seus compartimentos, rapel, entre outros. A secção de Cães de Guerra Para-Quedistas também foi empregue como reforço do 1º BIPara e participou em todos os níveis de treino, mostrando mais uma vez a sua grande polivalência em todo o espectro de operações militares.

Esta interoperabilidade demonstra a força combinada entre aliados da NATO e a vantagem táctica obtida através da conjugação de forças dos Exércitos Português e Norte Americano. Ambas as unidades mostraram a sua capacidade de interoperabilidade e ao mesmo tempo trocaram experiências, tanto ao nível de equipamento e armamento, como de técnicas, tácticas e procedimentos (TTP) que cada unidade usa nas complexas manobras de tomada de edifícios.

Os Norte-Americanos,  estando destacadas em Itália, conseguiram assim beneficiar das óptimas condições de treino que o Exército Português apresenta nas suas várias unidades. Possuindo Portugal condições muito especificas que facilitam o treino de operações aerotransportadas, e usando Tancos, St. MArgarida, Mafra, São Jacinto e Beja, estes militares tiveram acesso privilegiado a algumas das melhores zonas de treino da Europa.

Posteriormente ao Cross training, o Orion 2017 culminaria numa grande operação aerotransportada que lançou nos ares de Beja mais de 400 Para-Quedistas das 3 nações envolvidas, tudo sob o Comando da Brigada de Reacção Rápida Portuguesa. Nos próximos dias, apresentaremos uma nova peça fotográfica sobre essa fase do Exercício que mostrou mais uma vez a grande interoperabilidade e coesão do trabalho destas unidades de elite ao dispor da NATO.

Orion 2017 – Cross Training entre 2º BIPara e US Marines MAGTF

O Exercício Orion 17 começou. Este é o maior Exercício Militar da Península Ibérica em 2017, cabendo a sua organização ao Exército Português. Nele vão estar presentes cerca de 2000 militares, sendo que a maioria são Portugueses, conta ainda com a presença de dois importantes parceiros na NATO, 130 Espanhóis e 220 Norte-Americanos.

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O Orion tem este ano o objectivo de certificar a Brigada de Reacção Rápida (BRR) do Exército Português. A nossa revista teve oportunidade de acompanhar uma primeira fase do exercício que consiste num treino conjunto (Cross Training) entre as unidades Portuguesas e aliados estrangeiros presentes.

O Regimento de Infantaria 10 (em São Jacinto, Aveiro) onde está sediado o 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista (2ºBIPara) Português recebeu um Pelotão de US Marines (36 militares) originários  da base militar de Camp Lejeune na Carolina do Norte. Estes estão agora destacados na Base Aérea Espanhola de Moron em Espanha, fazendo parte da força de reacção rápida Marine Air to Ground Task Force (MAGTF) que apoia o US Africa Command.

Este treino conjunto incidiu principalmente no Close Quarters Battle (CQB). Os Paraquedistas e Marines trocaram experiências, tanto ao nível de equipamento e armamento, como de técnicas, tácticas e procedimentos (TTP) que cada unidade usa nas complexas manobras de tomada de edifícios.

Os Marines, não possuindo este tipo de infraestruturas na base de Moron, aproveitaram a zona de MOUT (Military Operations in Urban Terrain) da base de São Jacinto para aprimorar as suas técnicas de CQB.  Nos próximos dias, continuará a fase de Cross Training, onde serão ainda executados sessões de tiro real que por certo colocarão ainda mais coesão no trabalho conjunto destas duas unidades de elite ao dispor da NATO.