SCAr H Trijicom VCOG

Comandos – Curso de Atirador Especial

O Regimento de Comandos ministrou, integrado no programa de aprontamento da 8.ª Força Nacional Destacada (FND) Conjunta da MINUSCA, o 3.º Curso de Atirador Especial.

Os atiradores especiais (designação dada nas Forças Armadas Portuguesas), também conhecidos noutros Países como atiradores designados (Designated Markman) usam a mesma arma orgânica que o resto dos militares da equipa, no entanto estão equipados com alças telescópicas que lhes permitem bater alvos a maiores distâncias, em proveito das ações de fogo e movimento das equipas e dos grupos de combate de Comandos.

SCAr H Trijicom VCOG

A nova Espingarda de atirador especial do Exército Português, a FN SCAR-H em 7,62x51mm

Este curso, foi o primeiro a ser ministrado com a nova tipologia de armamento do Exército Português. Os militares estavam armados com a espingarda de atirador especial, FN SCAR H, arma esta em 7,62x51mm, equipada com alça Trijicon VCOG, e usavam como arma secundária as, também novas, Pistola Glock 17 Gen 5. O atirador especial usa esta mira pois com aumentos variáveis, pode ir de um aumento para tiro a curta distancia até seis aumentos para distâncias maiores. A mira tem um retículo com linhas de estádia, o que permite facilmente ao atirador ver a que distância se encontra do alvo e colocar a linha da distância correspondente sem ter que efetuar mais cálculos nem tocar nos ajustes da mira. Esta é igualmente equipada com o retículo  iluminado para ser possível acoplar sistemas de visão noturna e fazer tiro durante a noite.

Este curso destina-se a capacitar os militares que o frequentam com competências técnicas na execução de tiro de precisão até aos 600 metros em apoio das suas Subunidades. E tem a duração de 15 dias úteis de formação incluindo os módulos de reforço de conhecimentos teóricos tais como: princípios fundamentais do tiro, avaliação de distâncias, balísticas, influencias das variáveis atmosféricas no tiro. A esta fase segue-se outra essencialmente prática que, em carreira de tiro, visa o domínio da técnica de tiro. Os formandos executaram também tabelas de tiro reativo de espingarda e de pistola. Assim como exercícios de tiro com condicionamento físico integrado na sessão.

A nossa revista encontra-se a acompanhar o aprontamento dos Comandos e respectiva 8ª FND para a Republica Centro Africana e em breve teremos mais imagens para os nossos leitores.

DSEI 19 – DEFENCE & SECURITY EQUIPMENT INTERNATIONAL

 

Esta reportagem contou com o Patrocínio de:

A DSEI – DEFENCE & SECURITY EQUIPMENT INTERNATIONAL, é um das maiores Exposições Internacionais de Defesa que se realiza na Europa. Ocorre bi-anualmente e é um evento mundial que conecta governos, forças armadas internacionais, líderes de opinião da indústria e a cadeia global de fornecedores e distribuídos de produtos de defesa e segurança, numa escala incomparável.

Com uma variedade de oportunidades valiosas para networking, uma plataforma para negócios, acesso a conteúdo relevante e demonstrações de equipamentos ao vivo, a comunidade de visitantes e expositores da DSEI pode compartilhar conhecimento, descobrir, inovar e experimentar os recursos mais recentes nos sectores aeroespacial, terrestre, naval, segurança e outros domínios. A ultima exposição realizou-se em Londres, contou com a participação de 50 Países, cerca de 1 700 Expositores, mais de 36 000 participantes, distribuídos por 44 Pavilhões e impressionantes palestras  apresentadas por mais de 300 especialistas de renome internacional.

A nível de expositores, participaram quase todos os gigantes da Defesa Mundial, com a exposição de fabricantes de armas ligeiras até às grandes viaturas militares. No que diz respeito a Portugal, estiveram presentes militares dos vários ramos das Forças Armadas com vista aos estudos correntes para aquisição de equipamentos aprovados pela presente lei de programação militar. Conseguimos assim observar em primeira mão alguns dos mais recentes equipamentos que poderão ser uma opção para os militares Portugueses.

Dentro do sector terrestre destacamos as armas ligeiras da FN HERSTAL, como a FN SCAR H PR e a SCAR SC, que poderão complementar a família de armas ligeiras já adquiridas pelo Exército. Podemos também observar algumas armas de apoio, como as MINIGUN 7,62x51mm da empresa PROFENSE, que é neste momento o fabricante mais promissor nesta área. Os sistemas RWS (Remote Weapons Station) da Kongsberg apresentaram-se a equipar as mais variadas plataformas, inclusive em Unmanned Ground Vehicle (UGV), em configurações que usam armas em 30x113mm, 40x53mm, .50Cal., 7,62x51mm e até 5,56x45mm, e com capacidades que vão desde Anti-Carro com ATGM (Anti Tank Guided Missile) até às funções Counter UAS (Unmanned Aerial System). Podemos também observar as várias versões das Caçadeiras Benelli que estão a concorrer ao concurso da NSPA (NATO Support and Procurement Agency) para equipar o Exército Português.

No que toca a viaturas damos especial relevância às muito badaladas Oshkosh JLTV (em exposição as versões Porta Morteiros e SHORAD – Short Range Air Defense). Estas estão a ser produzidos em massa para equipar vários Países da NATO (USA, Inglaterra, Lituânia, Monte-Negro, etc) e têm uma capacidade e protecção impressionante, assim como uma polivalência e capacidade de transportar poder de fogo muito considerável para qualquer campo de batalha. Também será de especial importância para a frota Portuguesa os mais recentes Upgrades da AM General ao Humvee/HMMWV  (com artilharia 105mm soft recoil, capacidade para transporte de nove militares, recondicionamento/refurbishment de viaturas antigas e inúmeras outras configurações já com provas dadas nas maiores batalhas deste século) uma vez que estes são uma plataforma muito mais leve do que as recentes vamtac, possuem uma mecânica super fiável e podem chegar a sítios onde estas não conseguirão, assim como têm uma capacidade Parachutável de C130 ou C390 onde as vamtac acopladas às paletes usadas para esse emprego , não cabem no avião.

A DSEI costuma ter uma exposição Naval considerável, e este edição não foi excepção. Desde grandes Navios até às pequenas lanchas semi-rígidas, poderia se encontrar todo o tipo de equipamentos. Algumas Fragatas Inglesas e Belga estiveram presentes onde podemos destacar os equipamentos de protecção de força contra ameaças assimétricas como metralhadoras multicanos GAU-19/B (produzidas pela General Dynamics) em .50Cal BMG, em versões usadas por um apontador ou numa RWS SEA PROTECTOR da Kongsberg. Também no mesmo sector a nova RWS da FN HERSTAL em .50Cal BMG, a DEFNDER estava em demonstração na Fragata Belga. No campo dos UAV embarcados, o Camcopter S-100 da Schiebel fez furor por todos os presentes. As suas capacidades são impressionantes ao ponto de várias Marinhas da NATO e Aliados já o terem adoptado (Estados Unidos, Itália, França, Suécia, Austrália, etc.).

No que toca aos equipamentos aéreos, damos destaque aos Helicópteros UH-60 Blackhawk armados, em que os Lança Rockets da Arnold Defense são equipamento standard. Estes existem em várias versões que equipam também Aviões (como os F16 e F18) e Helicópteros de Ataque (como o Apache e Cobra), assim como viaturas terrestres. Uma grande evolução no que toca a lança rockets é agora poderem disparar Rockets Guiados, como o APKWS da BAE Systems, que passa a ser um pequeno míssil guiado, com menores danos colaterais e menor custo de aquisição, mas com a mesma precisão.

Relativamente a sistemas anti-drone não cinéticos (que não usam qualquer tipo de projéctil), também podemos observar alguns produtos interessantes como o IXI Drone Killer, que é basicamente uma espingarda electrónica que os militares transportam consigo e que neutraliza qualquer drone que apareça na área. Como sistema mais complexo de defesa integrada estática ou móvel (em veículos) gostaríamos de salientar o AUDS, que já está em uso em vários teatros de operações. Este pode detectar drones até quase 4Km e depois empenhar-se com os mesmos electronicamente, e inclusive coordenar com uma RWS estática ou de uma viatura, para se empenhar com o disparo de granadas de 40x53mm (versão Air Burst) ou metralhadora Minigun de 7,62x51mm da PROFENSE.

Uma das grandes vantagens desta feira se realizar em Inglaterra é que tanto as empresas Norte Americanas, como Europeias e até de aliados no Médio Oriente, estão presentes, permitindo assim, a quem interessado, conhecer muitos dos equipamentos que vão desde as gamas mais altas, até versões mais económicas mas que satisfazem Países aliados. A próxima será já em 2021 e esperemos que seja ainda um maior sucesso.